Crônicas & Opiniões

Geral


Jesus Guimarães


A eleição para presidente da República atrai maior atenção do eleitorado e acabam ficando para um segundo plano os votos para deputado federal e estadual, senadores e governador do Estado. Entretanto, há lados a ponderar. Não se pode eleger um deputado federal que seja definitivamente contrário ao plano de governo do candidato escolhido para presidente. Enfrentando um Congresso majoritariamente adverso, conseguirá realizar muito pouco do rol de propostas que o elegeu. Nos estados, a história se repete. 

Assim, às vésperas das eleições, devemos decidir com conhecimento em quem votar para nos representar na  Câmara Federal, Senado e Assembleias Legislativas. Será útil pesquisar (e ainda há tempo) através de informações seguras (biografias, desempenho em mandatos anteriores, etc.) quais são os candidatos e suas reais intenções. 

Da mesma forma, temos que nos lembrar que boa parte, senão a maior, dos nossos problemas, depende do governo estadual. Quase sempre se cobra o Palácio do Planalto quando o foro de decisão está no Palácio dos Bandeirantes. Bom notar que os tucanos lá estão há mais de vinte anos, tempo em que nossa escola pública foi seguidamente sucateada, o atendimento à saúde pública só fez piorar e as polícias seguem cada vez mais fragilizadas perante o tráfico de drogas.  

Boa parte dos prefeitos interioranos de São Paulo tem inevitáveis dívidas políticas com Alckmin por conta de auxílios financeiros deferidos a suas gestões municipais: um PAS hoje, uma ambulância no ano que vem e assim por diante. A retribuição só pode ser feita em votos, no caso, a favor do tucano João Dória, candidato ao governo estadual de São Paulo. 

Entretanto, devemos estar atentos para o fato de que esse candidato elegeu-se prefeito de São Paulo em 2016 sob a promessa de cumprir seu mandato integralmente. Ao fim de quinze meses abandonou o cargo para disputar o pleito estadual. Como prefeito fez exatamente o quê? Nada além de perfumaria e propaganda, atividade na qual, cabe reconhecer, ele é bom, sabe enganar como ninguém. 

Assim, cabe considerar as demais opções, pois Dória constitui, sem dúvida, a pior entre todas. Ricaço, “almofadinha”, vive de capital em capital, no Brasil e no mundo, não deve ter sequer noção do que é o interior paulista. Não é - jamais foi - gestor de coisa alguma. Desde sempre não passou de um profissional da publicidade e, como bem sabemos, propaganda não resolve os problemas de ninguém.  

Sua notícia

Esta área é destinada para o leitor enviar as suas notícias e para que possamos inserí-las em nosso portal. Afim, da população ter informações precisas e atualizadas sobre os mais variados assunto

Envie a sua notícia por e-mail:

Todas as notícias