Linhas de transmissão: Energisa diz que obra não traz riscos à saúde

Geral


As margens da Rodovia  “Comandante João Ribeiro de Barros”, a SP-294, começaram a receber a instalação de linhas de transmissão de energia elétrica, no trecho entre os municípios de Tupã a Getulina.
O trecho do linhão ficará nas proximidades da rodovia em área rural, onde há empresas, residências e diversos empreendimentos.  Do outro lado da rodovia, a cerca de 50 metros da futura linha de transmissão está a cidade, com milhares de casas e moradores ao longo da rodovia e, por consequência, da futura linha de transmissão. Apesar de raro, um acidente com essas torres pode colocar em risco a vida das pessoas.  Por estarem muito próximas da rodovia, as torres correm o risco de serem atingidas por um caminhão desgovernado, o que fatalmente as derrubará. 

De acordo com as informações, mesmo que não ocorram acidentes na rodovia, as pessoas que moram ou trabalham em locais situados embaixo ou próximo das torres poderão ter a saúde seriamente afetada. Há diversos indícios, muito fortes, de que o campo eletromagnético gerado pela alta tensão das linhas de transmissão causa alterações no DNA, provocando diversas doenças. Já os indícios que mostram que essas linhas de transmissão são inofensivas, são poucos.
Segundo uma notícia publicada em 2013 no site G1, Sérgio Koifman, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representante do Ministério da Saúde, já falecido, afirmou que uma pesquisa revelou ligação entre a exposição a campos eletromagnéticos e a morte de crianças por leucemia em municípios de São Paulo.

Segundo a fonte, um estudo mais recente mostrou um risco elevado de leucemia entre crianças que vivem em residências com distâncias muito superiores a 60 metros das linhas de alta tensão. Este estudo envolveu cerca de 30.000 casos controlados de crianças vivendo no Reino Unido. Descobriu-se que as crianças que moravam em casas a até 600 metros das linhas de transmissão tinham um risco elevado de leucemia. Um aumento do risco de 69% para a leucemia foi encontrado para crianças que vivem dentro de 200 metros de linhas de energia, enquanto um aumento do risco de 23% foi encontrado para crianças que vivem dentro de 200 a 600 metros das linhas.  
Apesar de (ainda) não existirem provas definitivas que liguem o campo eletromagnético gerado por altas tensões a doenças no ser humano, em especial o câncer, não se pode esquecer que esse tipo de prova é difícil de obter, pois não é algo que acontece em poucos dias ou semanas, mas sim em anos, muitas vezes em décadas, e não é do interesse das empresas, e até dos governos, que isso venha à tona, devido ao risco de indenizações e exigências de mudanças dos locais de várias linhas de transmissão espalhadas no Brasil e no mundo caso isso seja comprovado de forma definitiva.

Publicações sustentam que não há  provas definitivas para culpar ou para mostrar que as torres de transmissão de energia são seguras.  Há um desequilíbrio nessa disputa. Afinal, de um lado está o poder econômico, representado pela empresa Energisa Sul-Sudeste, que fornece energia elétrica para Tupã e região, e do outro está a população, que em sua maioria não tem noção do risco que corre, nem foi consultada sobre a passagem dessa linha de transmissão nas proximidades das suas residências ou locais de serviço. E nem foi informada dos possíveis riscos. Diversas fontes informam que, para evitar danos à população, a linha de transmissão deveria passar a pelo menos 1 km da rodovia, em local desabitado.

Resposta

Em nota encaminhada ao DIÁRIO, a empresa Energisa Sul-Sudeste  informou que a obra realizada às margens da Rodovia “Comandante João Ribeiro de Barros”, em Tupã, segue todas as normas de segurança, autorizações ambientais e não oferece nenhum risco para a saúde das pessoas que vivem nas proximidades da mesma. “A empresa realizou os estudos necessários que atestam a confiabilidade da nova linha de distribuição de energia”, afirmou.
De acordo com a empresa, a nova linha de 138 mil volts, com extensão de 82 km e que interliga as cidades de Tupã e Getulina, faz parte de um importante plano de reforço e ampliação apresentado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para a melhoria do fornecimento de energia no Estado de São Paulo. “Ela contribuirá com o crescimento da demanda de energia dos municípios de Tupã, Osvaldo Cruz, Inúbia Paulista, Parapuã, Sagres, Salmourão, Bastos e Rinópolis, que compõem a concessão da Energisa Sl-Sudeste, além dos municípios de Herculândia, Pompéia, Quintana, Marilia e outras importantes cidades”, destacou. 

A Energisa Sul-Sudeste explicou que essa obra deverá finalizada no mês de dezembro, deste ano, com investimento de mais de R$ 25 milhões.

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