Zona Azul: Prefeitura não irá rescindir contrato com a Legião Mirim

Geral


11/8/2020 - Em plena pandemia, os órgãos de saúde esperavam um aumento nos índices de distanciamento social para evitar a proliferação do novo coronavírus. Mas não é bem isso o que vem sendo registrado pelas autoridades públicas.
Em Tupã, por exemplo, a taxa de isolamento social, segundo dados do governo do Estado de São Paulo, é de 40% em média. O índice, porém, foi suficiente para atingir financeiramente algumas empresas e, principalmente, projetos sociais que necessitam de arrecadações para se manterem.
Este é o caso da zona azul, que suspendeu seus atendimentos na região central da cidade, com a redução na compra das cartelas de estacionamento rotativo.

O projeto já mantinha suas atividades no limite, após decisão judicial que proibiu a contratação de menores aprendizes e exigiu que a Legião Mirim fizesse apenas a contratação de maiores de idade para vender as cartelas de estacionamento rotativo.
A medida aumentou as despesas trabalhistas do projeto e a entidade enfrentou novas dificuldades para manter os seus atendimentos. Com um menor número de vendedores nas ruas, muitos motoristas aproveitaram a oportunidade para não comprar as cartelas. Com isso, a entidade enfrentou novas dificuldades financeiras e exigiu colaboração da Prefeitura de Tupã na fiscalização dos veículos estacionados nas áreas demarcadas sem a utilização da cartela de estacionamento rotativo.

Mas, quando as novas medidas de fiscalização começaram a surtir efeito, a pandemia reduziu consideravelmente o número de veículos nas ruas e decretou, de vez, a suspensão de suas atividades, por tempo indeterminado. Há cerca de cinco meses, os motoristas já podem estacionar seus veículos nas áreas que continuam demarcadas em cor azul, por tempo ilimitado e sem receber algum tipo de multa.
A nova realidade exige ainda mais paciência dos motoristas que encontram mais dificuldades para estacionar seus veículos na região central da cidade. Agora, encontrar espaço para estacionar os veículos na região central, principalmente nos horários de pico,   é uma missão quase impossível.
O prefeito Caio Aoqui (PSD) disse que, devido à situação agravada pelo novo coronavírus, será difícil a zona azul retomar as atividades neste ano, considerando todas as medidas que teriam que ser adotadas com o contrato de concessão já aproximando-se de seu final.
Aoqui afirmou que uma nova licitação será aberta após o encerramento do contrato atual, que termina no próximo mês de dezembro. Criou-se um interregno neste período que não tem como ser superado, considerando tudo o ocorrido.

O prefeito disse que não existe a intenção do projeto acabar. Por conta disso, ele explicou que não há necessidade de rescindir o contrato com a Legião Mirim e pintar as guias na cor branca, já que o estacionamento está liberado. “Isso iria gerar desperdício, tendo que pintar novamente as guias de azul quando da definição da nova concessão. O projeto foi suspenso por causa da pandemia”, salientou.

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