Cultura: Tupã tenta fomentar sua identidade indígena

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Mesmo que traga em sua fundação o nome de um deus indígena, o município de Tupã ainda busca resgatar sua identidade com os povos nativos, por meio de projetos culturais e turísticos. Diversas foram as tentativas de resgatar a história escrita hoje em nome de ruas, empresas, escola e museu. 
O termo “pacificação” nem sempre trás uma conotação positiva para os indígenas que antes da colonização já viviam em paz por essas terras. O desbravamento trouxe incontáveis perdas aos povos indígenas, que apenas lutaram para defender suas terras, suas famílias e a dignidade que foi perdida durante o período de colonização. 
Após fundar uma terra em que já havia dono, Luiz de Souza Leão resolveu batizar o município com o nome de Tupã, reconhecendo sua herança indígena.
A presença indígena que era reconhecida, principalmente, pela Aldeia Indígena Vanuíre, hoje já não pertence ao município de Tupã, mas a Arco-Íris, que depois de sua emancipação abarcou o território da aldeia. 
As marcas das tribos indígenas em sua maioria estão presentes, em Tupã, no centro da cidade - mas apenas com placas que denominam os nomes de ruas do quadrilátero originalmente planejado para compor a cidade em 1929.
Tupã não possui aldeias fixadas em seu território. Mas um local que conta a história dos verdadeiros senhores da terra, na cidade, está presente no Museu Histórico e Pedagógico “Índia Vanuíre”, que conta com um dos maiores acervos indígenas do Brasil.
Administrações já buscaram fazer esse resgate cultural, por meio de projetos e ações que, por mais que sejam realizados, não são capazes de homenagear à altura os indígenas. Por enquanto, esses projetos são limitados a fotografias de indígenas em pontos de ônibus, pintura de grafismos em postes de iluminação pública, a figura de um índio em frente ao Paço Municipal e a proposta de se criar um Parque das Nações Indígenas. Todos esses projetos foram anunciados, porém, não concluídos.

O Parque das Nações Indígenas seria um local para se contar a história e homenagear os povos nativos. Mas o espaço que poderá ser construído nas proximidades do trevo principal, não possui data para ser iniciado. Para muitos, seria uma homenagem inócua.
Em um acordo com a empresa concessionária do transporte público, foi construído um ponto de ônibus em frente à base da Polícia Militar, na Avenida Tamoios, com a imagem de um indígena. A proposta era estender o projeto para os demais pontos de ônibus da cidade, que continuam abandonados, sem previsão de recuperação.

Outro projeto iniciado pela prefeitura, para fomentar a cultura indígena em Tupã, foi a pintura de grafismos nos postes de iluminação pública. O projeto foi iniciado, mas por falta de verbas a prefeitura não conseguiu dar continuidade às pinturas. Ou seja, quase todos os projetos iniciados para tentar homenagear e resgatar a cultura indígena em Tupã se encontram paralisados e sem previsão de retomada.

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