Correios: Termina a greve, mas regularização de entregas deve demorar

Geral


28/09/2026 - Os trabalhadores dos Correios aprovaram o fim da greve iniciada em 10 de setembro após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) julgar o dissídio coletivo da categoria. Em São Paulo, a decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de quinta-feira, dia 24, e o sindicato orientou os funcionários a retomarem as atividades a partir das 22 horas.
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST considerou não abusiva a paralisação nacional e determinou o retorno imediato dos trabalhadores. O tribunal também definiu reajuste salarial de 4,09%, retroativo a 1º de agosto, data-base da categoria.
O processo foi apresentado pelos Correios, que pediram ao tribunal que a greve fosse considerada abusiva. A empresa alegava que as negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 ainda estavam em andamento quando a paralisação foi iniciada e que os trabalhadores haviam descumprido regras estabelecidas em uma decisão liminar para garantir o funcionamento mínimo dos serviços.
Ao analisar o caso, a desembargadora Maria de Nazaré Rocha, relatora do dissídio coletivo, avaliou que houve diversas reuniões entre os Correios e os trabalhadores, com apresentação de propostas e contrapropostas.
As negociações também foram acompanhadas pela vice-presidência do TST, por meio de um procedimento de mediação. Segundo a relatora, houve tentativa direta e pacífica de solucionar o conflito, mas as partes não chegaram a um acordo sobre questões consideradas relevantes.
Por maioria de votos, a conclusão foi de que a greve não foi abusiva.

Reajuste e 
benefícios
O TST determinou reajuste de 4,09% a partir de 1º de agosto, aplicado sobre os valores praticados na data-base e com reflexos nas demais parcelas de natureza salarial.
Também foram atualizados benefícios como o auxílio para empregados e dependentes com deficiência, o reembolso-creche e reembolso-babá, o vale-refeição ou alimentação e o vale-transporte.

Dias parados 
serão compensados
O TST autorizou, de forma excepcional, que os dias de greve sejam compensados pelos trabalhadores. A compensação poderá ocorrer por meio de mutirões de trabalho aos finais de semana, com o objetivo de reduzir o volume de encomendas e correspondências acumulado durante a paralisação.
Apesar do fim da greve, a regularização das entregas pelos Correios ainda deve demorar. Isso já vinha acontecendo antes, por falta de funcionários, principalmente para entrega de correspondências e encomendas.

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