09/10/2026 - Ainda é extremamente difícil escrever sobre o que ocorreu nesta data em Israel. Foi um marco histórico em vários sentidos. Desde os idos do inicio do século passado que a intolerância dos árabes com a presença dos judeus em Israel existe e vem se incrementando de forma geométrica, mas até aquela data se resumia a tentativa de tentar através de uma luta armada destruir a existência do país hebreu. Guerra de 1948 logo após seu renascimento, Guerra do Sinai em 1956, a 1ª tentativa envolvendo exércitos de vários países árabes, Guerra dos 6 Dias em 1967, a escalada para a destruição de Israel anunciada aos 4 ventos, sem que o mundo e a ONU se importassem realmente e a Guerra de Yom Kippur em 1973, o ápice das ameaças dos exércitos de vários estados árabes que quase conseguiram seu intento. De lá para cá foram várias escaramuças em Gaza, no Líbano e na Síria até que chegamos à fatídica data de 7 de outubro, 2023. Nenhum país da ONU foi e continua sendo ameaçado de extinção tão abertamente por outros países. Nem as duas Coréias, nem o Irã pelo Iraque, nem a Ucrânia pela Rússia, nem o Vietnã pelos EUA... a lista é longa - só Israel pelos países árabes e pelas organizações terroristas fartamente subsidiadas pelos aiatolás do Irã e pela corrupta, ditatorial monarquia do Qatar (que todos bajulam – FIA, FIFA, ONU entre outros).
Mas o 7 de outubro foi diferente. O grupo terrorista Hamás em Gaza e posteriormente o Hezbollah no Líbano se prepararam durante 20 anos, receberam bilhões de ajuda do mundo inteiro que foram desviados para a construção de uma rede subterrânea de túneis com extensão superior ao metrô de Londres – tudo para abrigar armas e terroristas em sua nova versão de guerra – a de guerrilha urbana onde tanques, aviões, navios de guerra pouco fazem a diferença: cada escola, cada hospital, cada mesquita, cada prédio, eram túneis de depoósito de armas, acesso e saída dos terroristas. Estes só andavam de uniforme nas paradas militares para no resto do tempo se misturar com a população civil que foi usada como escudo.
A missão era clara como ainda hoje seus poucos dirigentes revelam: causar o terror na população civil de Israel a ponto de uma emigração voluntária do país. Repetir quantos 7 de outubro sejam necessários para atingir esse objetivo claramente explícito na sua carta de fundação. O Hezbolah faria isso no Norte de Israel (Galileia), o Hamás no Sul e outros grupos terroristas no centro do país (Jerusalém). Não se tratava de uma ação de guerra no estilo clássico e histórico entre exércitos, mas sim a tortura, o aniquilamento de civis com toques de sadismo e psicopatia. Foram 1.200 mulheres estupradas, crianças mortas na frente dos pais e estes na frente dos filhos, bebês arrancados da barriga das mães e queimados vivos em fornos de microondas, jovens decapitados e incinerados, cães e animais domésticos fuzilados, quase 400 jovens na festa Nova metralhados e mortos... tudo devidamente filmado pelos próprios terroristas.
A cereja do bolo terrorista foi a apreensão de 250 reféns levados para os confins dos túneis de Gaza como troféus de guerra e posteriormente como escudo contra a resposta armada de Israel. Muitos com mais de 500 dias de cativeiro, libertados mediante acordo, vivos ou mortos. A batalha se iniciou no dia 8 de outubro em todo mundo, seguindo um planejamento muito bem estruturado: o domínio dos campuses universitários em vários países, das ruas dominadas pelos slogans – “do rio ao mar, Palestina Livre” ou “Globalizar a Intifada”. Tiveram 20 anos para elegerem em vários países, prefeitos, membros do congresso e parlamento, juízes, promotores e até 1º ministros (Canadá, Reino Unido, Espanha e Irlanda). Além de tudo isso, compraram a mídia tradicional (BBC, Sky, CNN, ABC, MSNBC, Rede Globo). Uma associação nefasta gerencia até hoje essa narrativa internacional: Extrema esquerda + globalistas + fundamentalismo islâmico. Neste dia 8 de outubro de 2026, prometeram sequestrar a data, impedindo homenagens e lembrança do genocídio. Inverteram as posições nas narrativas: agora Israel é o assassino de bebês e mulheres e as vitimas são os civis árabes de Gaza.
Golda Meir dizia “judeus são só elogiados quando mortos ou vítimas; prefiro meu povo vivo e impopular aos olhos do mundo”. Douglas Murray, renomado comentarista britânico, hoje afirma: “Israel perdeu a guerra da mídia internacional e as narrativas na rua, mas saiu ainda mais forte militarmente, como povo, como país, como economia após o 7 de outubro de 23; eu detestaria hoje ter de dizer o inverso”.
Mais de 15 mil misseis e 5 mil drones foram disparados contra Israel. Sua tecnologia impar no mundo derrubou 96% deles. Entretanto, o custo foi alto: outros quase mil jovens do país deram seu último sacrifício pelo país nas ruas, nos túneis e prédios de Gaza e no Líbano desde então. Num país pequeno, difícil achar famílias que não foram atingidas pelos mortos ou pelos mais de 5 mil feridos.
Não dá para comparar com a fala do Hamás: “os 45 mil árabes mortos compensaram a imagem que Israel tem atualmente”. O desespero deles é ver o povo de Israel depois de tudo ainda mais resiliente, como no episódio do avião da SkyDubai nesta semana.
“Am Israel Chai” – O povo de Israel vive.
*Sobre este tema, assistam a série ‘Fauda’ na Netflix.
(*) Roberto Musatti, economista (USP), mestre em marketing (Michigan State University),
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