Torneio de futebol do pessoal da saúde - Panorama/SP

Esportes



17/06/2025 - Tudo começou com a chegada dos primeiros raios de sol de um domingo, quando partimos a bordo de um possante Monza, de propriedade de um de nossos parceiros, rumo à cidade de Panorama, às margens do majestoso rio Paraná. Éramos cinco boleiros, todos ansiosos. Rachamos o combustível em partes iguais, para economizar, e seguimos animados. Naquela época, por volta de 1998, ainda não existiam pedágios nesse trecho, o que deixava a viagem mais suave e sem sustos para nossos minguados bolsos.
Sobre os demais jogadores, sinceramente, a memória já não ajuda tanto. Mas, se não me falha, acho que também foram com carros próprios. Cada um se virou como pôde. Só sei que nos encontramos por lá, já no local do torneio, e foi ali que a turma se reuniu de vez, reforçando o espírito de equipe e representando Tupã com raça e união.
O destino era a sede social de campo do Sindicato da Saúde da região, onde aconteceria o tradicional Torneio Anual do Pessoal da Área da Saúde. Um evento que reunia equipes de várias cidades atendidas por esse sindicato, sempre com o espírito de confraternização, mas também com aquela rivalidade que só o futebol sabe proporcionar. Pois, depois que a bola rola, acaba a superstição, e ninguém queria perder, ainda mais vestindo a camisa de instituições conhecidas e respeitadas em suas cidades.
Nossa equipe representava os empregados da Santa Casa local, que naquele ano entrou em campo usando o uniforme vermelho do lendário Marajoara AC, tradicional time do futebol amador da nossa cidade, quase um patrimônio da várzea local. O jogo foi contra a equipe da extinta Clínica de Repouso Dom Bosco. Uma disputa firme, mas leal, daquelas em que a gente joga com o coração, mas sem esquecer o respeito pelo adversário - pois havia muitos amigos defendendo o adversário.
Antes do início da partida - que vencemos -, fizemos questão de tirar uma foto histórica com os dois times juntos. Afinal, éramos os únicos representantes de Tupã naquele torneio e carregávamos, com orgulho, o nome da nossa cidade.
Seguimos firmes na competição, avançando etapa por etapa até chegar à grande final contra o forte time da cidade de Garça. A decisão foi como manda o figurino da várzea: tensa, pegada e cheia de histórias. Teve muito bate-boca, empurra-empurra, reclamação com a arbitragem e até paralisação do jogo, devido a tumulto, após uma expulsão. Aqueles temperos típicos que apimentam o caldeirão do futebol raiz, que, nesse caso, passou um pouquinho do ponto. Quase queima!
Infelizmente, não deu para levantar o caneco. Ficamos com o vice-campeonato, mas com o peito cheio de orgulho e a bagagem carregada de boas histórias. A volta foi uma resenha só, cada um lembrando de um lance distinto - o gol perdido, as belas defesas do goleiro Vaguinho, as arrancadas do Edgar, que vivia um grande momento na época e, claro, as intermináveis tretas da grande final.
Essa lembrança foi eternizada graças à foto gentilmente cedida pelo amigo Vagner Ferreira, o Vaguinho, parceiro de longa data nessas aventuras boleiras. Um registro de união, esforço e da verdadeira essência do futebol de várzea.
Como na foto estamos misturados aos colegas da Clínica Dom Bosco, vamos tentar escalar o nosso time:
 Em pé, da esquerda para a direita:
Evaldo (o terceiro na sequência), PC (o quinto), André e Edgar (o sétimo e o oitavo).

Agachados, da esquerda para a direita:
Carlos Clemente, o "Lagoinha" (o primeiro da sequência), Denizar (o segundo), Vaguinho (o sexto), e Pôneis (o sétimo).

Texto: Paulo Cesar - PC
"Minhas divertidas aventuras pelo mundo do futebol de várzea, aquele que amamos chamar de 'rachão', 'arranca toco', 'quebra dedo', e entre tantos outros apelidos criativos."
BLOG FUTEBOL RAÍZ 100 - TUPÃ/SP

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