Ex-jogadores da seleção aprovam renovação e projetam destaques para ciclo da próxima Copa

Esportes


25/09/2026 - A primeira convocação da seleção brasileira após a Copa do Mundo de 2026 abriu oficialmente um novo ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti. Com oito estreantes entre os 26 chamados para os amistosos contra Austrália e Índia, o técnico italiano iniciou o processo de renovação que terá a Copa de 2030 como principal objetivo.
O momento da seleção foi tema de conversas com ex-jogadores que vestiram a camisa brasileira e estiveram reunidos recentemente em um evento solidário em Campinas. Zé Roberto, Elano, Fernandinho e Marcos Assunção aprovaram a busca por novos nomes e destacaram a importância de aproveitar os quatro anos até o próximo Mundial para formar uma equipe.
Zé Roberto, que disputou as Copas de 1998 e 2006, considera a renovação necessária e vê espaço para jogadores que vivem bons momentos no futebol brasileiro.
“Eu acho importante, visando a próxima Copa, fazer essa renovação, com certeza. O treinador da seleção está buscando novas opções e um time competitivo. Eu acho que dar oportunidade para jogadores que atuam no Brasil, que estão vivendo bons momentos na carreira, é importante”.
O ex-jogador também já projeta alguns dos nomes que podem assumir protagonismo ao longo do ciclo. Para Zé Roberto, Estêvão e Endrick estão entre os jogadores que podem ocupar esse espaço no futuro.
“Eu acho que o Estêvão e o Endrick vão ser os dois protagonistas da seleção brasileira daqui a alguns anos”.
A primeira lista de Ancelotti depois da Copa teve oito estreantes. Entre eles estão Gabriel Bontempo, do Santos, e Breno Bidon, do Corinthians. O treinador também convocou outros jovens que já haviam aparecido no ciclo anterior, como Endrick, Estêvão, Vitor Reis e Rayan.
Ancelotti deixou claro que pretende acompanhar de perto essa nova geração. Segundo o treinador, a prioridade neste momento é observar jovens que possam representar o futuro da seleção e acompanhar a evolução daqueles que ainda precisam ganhar espaço em seus clubes.

Quatro anos 
para construir
A necessidade de aproveitar todo o ciclo também foi destacada por Elano. Campeão da Libertadores de 2011 pelo Santos e integrante da seleção na Copa de 2010, o ex-meia entende que o trabalho precisa começar agora.
“Eu acho que a gente não pode perder o ciclo. Se você se preparar um ano antes de uma Copa do Mundo, a chance de dar errado é muito maior. Quando você se prepara quatro anos antes, a chance de você... já não é certeza de ganhar, mas você já consegue chegar melhor”.

Elano também aposta em uma mescla entre jogadores mais experientes e a nova geração. Para ele, nomes que já possuem história na seleção ainda podem fazer parte do processo, enquanto os mais jovens terão os próximos anos para conquistar espaço.
“Eu não tenho dúvida que vai ser uma mescla de alguns jogadores que ainda têm idade para continuar e outros novos que vão se firmar”.
Entre os jovens, Elano destaca Gabriel Bontempo, do Santos, convocado pela primeira vez para a equipe principal.
“Eu torço sempre para o Bontempo, para que ele continue tendo oportunidade e se firme na seleção”.
Fernandinho, que disputou as Copas de 2014 e 2018 e construiu grande parte da carreira no Manchester City, também destacou a importância de formar um grupo durante o processo de renovação.
“O principal de tudo é que todos os jogadores precisam entender que o principal objetivo agora é formar um grupo competitivo, um grupo que se ajude nesse momento de transição”.
Marcos Assunção, que defendeu a seleção no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, também considera importante iniciar o trabalho com antecedência. Para ele, a convivência desde o começo do ciclo pode facilitar a adaptação dos novos jogadores.
“Tem que ter, desde essa primeira convocação, para que ele possa já conhecer os jogadores e realmente fazer um trabalho nesses quatro anos. Quando chegar a próxima Copa, os jogadores estejam totalmente adaptados à seleção e não tenham nenhum peso para quando vestirem a camisa”.
O novo ciclo já está vivendo os primeiros testes. A seleção enfrenta a Austrália hoje e no dia 29, em Townsville e Brisbane, respectivamente. Depois, encara a Índia em 3 de outubro, em Calcutá. 
Os amistosos são os primeiros compromissos do Brasil depois da Copa de 2026 e servirão para Ancelotti observar a nova formação da equipe. A programação ainda prevê mais dois jogos em novembro, contra Japão e Singapura, em território singapuriano.

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