Esta área é destinada para o leitor enviar as suas notícias e para que possamos inserí-las em nosso portal. Afim, da população ter informações precisas e atualizadas sobre os mais variados assunto
Envie a sua notícia por e-mail:
Últimas Notícias:
07/10/2026 - O Mirassol segue em busca de tecnologias extracampo para melhorar o desempenho e a recuperação dos jogadores. Uma delas cabe, literalmente, no dedo.
O clube adotou um anel inteligente capaz de acompanhar diferentes indicadores dos atletas, principalmente durante o período em que eles estão longe do centro de treinamento.
“A gente costuma dizer que ele é um mini laboratório que o atleta carrega no dia a dia. Ele dá várias informações, desde a hora que o atleta dormiu, a hora que acordou e quanto tempo demorou para pegar no sono. Temos temperatura do ambiente e do atleta, quantas vezes ele se mexeu na cama e outras informações”.
“O ideal seria usar 24 horas por dia para conseguirmos criar esse perfil do atleta. O anel dá muitas informações, inclusive de estresse e uso de cafeína”, explica Rafael Pinto, fisiologista do clube.
O funcionamento é simples. Ao chegar ao clube, o jogador recebe seu próprio anel e conecta o equipamento a um aplicativo no celular. Depois, precisa manter o Bluetooth ligado e carregar o dispositivo, em média, a cada cinco dias.
A partir daí, as informações coletadas ficam disponíveis para os departamentos médico e físico. Ao acordar, o próprio jogador também pode consultar os dados no aplicativo.
“Quando ele acorda, abre o aplicativo e já conseguimos ter esses dados online. A partir disso, conseguimos mapear cada atleta e traçar objetivos para intervir de acordo com a noite de sono que ele teve. Já tivemos casos de febre em que conseguimos detectar logo no primeiro momento em que abrimos o aplicativo e vimos que havia alguma alteração durante a noite.
Do colchão à cafeína
O acompanhamento não fica restrito a informar se o jogador dormiu bem ou mal. A partir dos dados, o Mirassol consegue identificar hábitos que podem interferir na recuperação e fazer orientações individualizadas.
As recomendações podem passar pela temperatura do quarto, horário das refeições, consumo de cafeína e até pelas condições do colchão e do travesseiro utilizados pelo atleta.
“Se percebemos um quarto quente, orientamos o atleta a ligar o ar-condicionado uma hora antes. Se ele se mexe muito na cama, podemos orientar um travesseiro melhor ou um colchão mais confortável”.
“Temos atletas para os quais interrompemos o consumo de cafeína a partir das 15h para não atrapalhar o sono. Também conseguimos mostrar que uma refeição pesada ou muito tarde pode prejudicar a noite de sono”.
As informações também entram no planejamento dos treinamentos. Ao saber como determinado jogador dormiu e se recuperou, a comissão consegue ter mais elementos para programar a carga de trabalho do dia.
“Conseguimos ter uma ideia de como esse atleta está dormindo, como ele vai chegar e, assim, ajustar os treinamentos. Se conseguimos fazer com que ele durma duas horas antes, por exemplo, prolongamos o tempo de sono e buscamos uma performance melhor”.
“Não é só performance. A gente cria uma rotina de sono nesses atletas e utiliza essas informações também na montagem das programações.
“Vão ficar
me vigiando?”
O dispositivo custa cerca de R$ 3 mil e não é uma obrigação prevista em contrato. Segundo o Mirassol, a utilização faz parte de uma orientação e da cultura criada pelo clube. Todos os jogadores do elenco aderiram à ferramenta. No começo, porém, houve alguma estranheza.
“No começo, eles acham que vamos vigiá-los: “Pô, vocês vão ficar me vigiando?”. Quando mostramos para eles a importância do anel, eles começam a entender. Não queremos saber o que ele está fazendo lá fora, mas mostrar o que pode melhorar na recuperação”.
O clube buscou até uma maneira de transformar o monitoramento em uma disputa saudável dentro do elenco. Algumas das informações fornecidas pelo equipamento viraram um ranking interno.
“A gente criou um ranking com algumas variáveis que o anel fornece, como sono REM, sono profundo e os scores. Todo dia eles passam pela fisiologia e têm uma competição para ver quem dormiu mais e quem teve um sono melhor. O Walter é um dos que estão sempre entre os três primeiros”.
Segundo Rafael Pinto, o Mirassol foi pioneiro na utilização da ferramenta no futebol brasileiro. A busca pelo equipamento surgiu justamente da tentativa de preencher uma lacuna no acompanhamento dos jogadores depois que eles deixavam o centro de treinamento.
“O clube tem uma cultura de usar bastante tecnologia. Por meio de artigos científicos, vimos que existia uma lacuna para complementar o acompanhamento depois que o atleta saía do CT. Fomos atrás, pesquisamos e conseguimos comprar para todos os atletas.
“Depois disso, outros clubes vieram nos procurar para saber como funciona e como é a aceitação dos jogadores. A gente passa aquilo que construiu aqui: mostrar que não é para vigiar, e sim orientar o atleta para que tenha uma boa noite de sono e uma recuperação melhor”, encerrou dr. Rafael.
Do susto à rotina
Se o departamento médico explica o que os números representam, Daniel Borges mostra como a tecnologia é percebida por quem usa todos os dias. O lateral-direito conta que uma das primeiras surpresas foi descobrir que dormia pior do que imaginava.
“No início foi aquele susto de ver como a gente dorme mal, mas depois conseguimos regular o sono e as coisas vão melhorando. Eu tinha uma noite agitada, pequenas interrupções durante a noite, e isso acaba afetando nosso sono REM e o sono profundo, atrapalhando a recuperação”.
Com o tempo, o equipamento deixou de causar estranheza. Daniel afirma que praticamente esquece que está com o anel no dedo. Ele só retira o dispositivo para entrar em campo.
“Eu encarei como uma coisa que iria me ajudar na recuperação. Hoje em dia nem lembro mais que estou usando. Também uso minha pulseira, então são coisas que já fazem parte do meu corpo. Só tiro para jogar, mas, de resto, uso a semana inteira, 24 horas por dia.
“Hoje a maioria dos atletas já utiliza essas tecnologias. Quando o clube fornece o anel, a galera recebe de uma maneira natural, porque todo mundo entendeu que não é para vigiar o que o atleta faz fora de campo. O mais importante é conseguir chegar no outro dia descansado e recuperado”, disse o jogador.
O anel passou a complementar uma rotina de acompanhamento que já inclui questionários respondidos pelos jogadores, avaliações, exames em determinados dias, fisioterapia e preparação para os treinamentos.
A diferença é que parte das informações que antes dependia apenas do relato do atleta, agora chega diretamente ao clube por meio dos dados registrados durante o período fora do CT.
Sono, movimentação, temperatura e outros indicadores ajudam a montar um histórico individual e dão aos profissionais mais elementos para entender como cada jogador chega para mais um dia de trabalho.
07/10/2026 - Com o resultado das eleições gerais de 2026, haverá segundo turn[...]
07/10/2026
07/10/2026 - Sérgio Carvalho de Souza, de 57 anos, que estava desaparecido desd[...]
07/10/2026
07/10/2026 - A Câmara Municipal de Tupã esteve reunida na noite de segunda-fei[...]
07/10/2026
Esta área é destinada para o leitor enviar as suas notícias e para que possamos inserí-las em nosso portal. Afim, da população ter informações precisas e atualizadas sobre os mais variados assunto
Envie a sua notícia por e-mail: