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06/11/2026 - O São Paulo tinha tudo para dar ao seu torcedor uma noite feliz na quarta-feira, mas nem as pequenas alegrias parecem estar ao alcance. O time de Dorival Júnior perdeu inúmeras chances de vencer o Corinthians e de dar pelo menos um motivo para sua torcida comemorar.
Longe da Libertadores e da zona de rebaixamento, o São Paulo entrou em campo na 34ª rodada do Campeonato Brasileiro com uma missão: afundar o rival Corinthians na zona de rebaixamento.
O adversário chegou para o clássico com 36 pontos e em 18º lugar. Uma derrota pioraria o cenário na reta final da temporada.
O São Paulo até tratou o clássico com a devida importância.
Horas antes da partida, o clube recebeu R$ 50 milhões da Ticketmaster e usou o dinheiro para diminuir os enormes atrasos financeiros com o elenco, pagando dois meses de direitos de imagem e uma parcela de um acordo feito no início do ano para quitar dívidas de 2025.
Nem essa motivação extra adiantou.
O São Paulo até começou o clássico bem. Criou duas boas chances para abrir o placar na Vila Belmiro, mas esbarrou na falta de pontaria de seus jogadores - um problema que durou toda a partida. Logo, o Corinthians assumiu o protagonismo do duelo e teve a melhor oportunidade do primeiro tempo, com Yuri Alberto. Rafael defendeu.
O São Paulo entrou em campo num esquema diferente do que vinha sendo utilizado. Newton começou o clássico como volante, sua posição, não como zagueiro. O time estava num 4-4-2, com uma linha de quatro defensiva - e não um 3-5-2, como antes. A formação só voltou à anterior quando Garro, machucado, foi substituído, e Newton voltou para a zaga.
A qualidade ruim do gramado da Vila Belmiro, prejudicado ainda mais por causa da forte chuva na cidade de Santos, atrapalhou os planos do Tricolor de circular a bola e ter velocidade no ataque. Lucas, bem marcado entre os zagueiros, não conseguiu dar a dinâmica desejada por Dorival Júnior.
O intervalo, em ótima hora, foi o que ajudou o treinador.
Com Calleri no lugar de Artur, o São Paulo voltou melhor. E fez um segundo tempo bom, pelo menos até perto dos 30 minutos. Luciano, por cima, Calleri, de cabeça, e Pedro Lima, sem goleiro, tiveram ótimas chances de garantir os três pontos. Mas não, novamente, a falta de pontaria atrapalhou.
No caso de Pedro Lima, Angileri salvou em cima da linha.
Um time com tantas limitações, tantos problemas e poucas chances de dar alegrias ao seu torcedor não pode se dar ao luxo de perder tantos gols, porque, cedo ou tarde, o desempenho cairá. E caiu. O São Paulo, inclusive, não conseguiu aproveitar a expulsão de Yuri Alberto, perto dos 40 minutos do segundo tempo.
Mesmo com um a mais em campo, Dorival Júnior manteve o time com dois zagueiros e um volante atuando na defesa. Na entrevista coletiva, o treinador justificou que foi por causa das bolas paradas. Mas a verdade é que a estratégia deu errado, porque o Corinthians transformou seus nove jogadores de linha em defensores e não deu mais espaços.
O São Paulo não conseguiu aproveitar a superioridade numérica e a última chance de dar uma alegria ao seu torcedor na temporada. Agora, só um milagre por uma vaga na Libertadores. O fim de ano será melancólico no Morumbis.
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