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(*) Roberto Kawasaki
09/01/2026 - O presidente Nicolás Maduro caiu da forma ilegal e perigosa: foi sequestrado pelas forças militares comandadas pelo presidente Trump, levando a cabo a Doutrina Monroe a ferro e fogo. Trump está voltando no tempo do século XIX, com a doutrina que pressupunha estabelecer amplo domínio norte-americano nas Américas. Infelizmente, sempre que interesses econômicos estiverem em jogo, não importam as questões de Direito Internacional, também não importam as ideologias e os aspectos políticos. Numa linguagem simples: o que importa é o dinheiro.
A intervenção dos EUA não é exclusividade de Trump, ou de ex-presidentes republicanos. Também presidentes democratas intervieram em outros países, a despeito do Direito Internacional, do multilateralismo, da ONU, da OEA, do Conselho de Segurança da ONU, ou de outros organismos internacionais.
Bush, por exemplo, alegando armas químicas, invadiu e destronou Saddam Hussein do comando do Iraque. Por quê ? Por causa do petróleo iraquiano. Obama, alegando proteger população civil da Líbia, combateu Muammar Gaddafi em 2011. Obviamente que Maduro, Gaddafi e Hussein sempre foram ditadores e desumanos. No entanto, um erro justifica outro erro ? Um crime justifica outro crime para baní-lo ?
Alegar que Maduro é chefe do narcotráfico ? Isso é ridículo, mas foi o argumento utilizado por Trump para defenestrá-lo do poder. Pelo menos Trump foi transparente em tratar da importância do petróleo para os EUA. Ao longo do tempo, Chavez e Maduro foram expulsando empresas petrolíferas da Venezuela... É lógico imaginar que isso não ficaria impune eternamente. As nações hegemônicas na História da humanidade sempre utilizaram da força para proteger seus interesses econômicos, ainda que contrariassem os princípios do Direito Internacional.
José Saramago foi brilhante em dizer que “é preciso sair da ilha para ver a ilha”. De fato, para entender Maduro e Trump é preciso estudar o contexto da Venezuela. Afinal de contas, do que é mesmo que Maduro está sendo acusado e julgado nos EUA ? Chefia do narcotráfico ? Desde quando os EUA são um Tribunal Internacional ?
A polarização política provoca distorção: parte da direita defende as ações de Trump, ainda que estejam magoados com ele, devido à aproximação com Lula; parte da esquerda é contrária à intervenção dos EUA na Venezuela, ainda que relutem em reconhecer a autenticidade do governo Maduro.
O problema é que a alegação de Trump é falsa para justificar o sequestro de Maduro; outrossim, o julgamento de Maduro por uma corte dos EUA é ilegal. Por outro lado, a ditadura desumana de Maduro não poderia ser aceita, com as perseguições de venezuelanos contrários, com as prisões ilegais, com as intervenções no Legislativo, Judiciário e na imprensa. Nada pode ser possível defender Maduro, com a diáspora venezuelana. Afinal, milhares de venezuelanos fugiram de sua terra natal. Caso contrário, seriam mortos...
O correto é ficar distante: não defender Trump, tampouco defender Maduro. Ambos são condenáveis, por razões diferentes.
(*) Roberto Kawasaki é economista pela FEA-USP, professor da Faccat, delegado
do Conselho Regional de Economia – SP, colunista da Tupacity e DIÁRIO
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