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Política


Bandeirantes
Ainda que algumas tenham surgido timidamente ao longo da semana passada, as “bandeirantes”, que são aquelas moças que ficam tremulando bandeiras de candidatos nas esquinas da cidade, já estão ameaçadas de extinção. Isso porque o mais novo recurso de propaganda política, sucesso na campanha deste ano, é mais barato, não reclama e faz praticamente o mesmo serviço: os wind banners, que eram utilizados comercialmente, estão tomando as ruas da cidade e já viraram alvo de críticas dos pedestres.
“Tem lugar que não dá nem pra passar, de tanto pano batendo na cara da gente”, condenou seu Zelmo Zequinha, que enroscou seu andador numa destas flâmulas hi-tech e quase foi ao chão. Segundo ele, o recurso pode até ser válido em termos de publicidade, mas vem conseguindo “inspirar ódio” em muita gente.

‘Ponto cego’
Outro ponto que deve merecer alguma consideração das autoridades é o posicionamento dessas “coisas”, principalmente na Tamoios, nos passeios e canteiro central. A invasão dessas “coisas” criou muitos “pontos cegos”, onde o motorista não consegue uma visualização segura, aumentando o risco de acidentes.

Compasso de espera
Conhecido pela profundidade das análises que faz como decano do “Boca do Inferno”, o reduto dos “mal intencionados e maledicentes da cidade”, Roque Ronaldo foi convocado para uma participação especial no “Pod Mico”, o podcast do SMI, o comunicativo Serviço Municipal de Informações. 
Do alto de sua sabedoria e com o estilo “Odorico Paraguaçu”, que é sua marca registrada, o folclórico personagem encerrou sua participação com essa: “enquanto outubro não chega, as coisas se mantêm em compasso de espera na cidade. A “Casa Branca” finge que ‘prefeita’ e a “Caixinha Cinza dos Puxadinhos” finge que ‘camareia’”. Com isso, pode se dizer que o ano já acabou. E o ano que vem, que será o primeiro dos novos governos, também não vai existir.

Troca, troca
Tem coordenador de campanha pedindo a instauração de uma espécie de “Tribunal Arbitral” em Tupã. A queixa é simples: algumas equipes estão agindo com falta de ética. Um extenso relatório preparado pela inspetora Shirley Schenko, ucraniana radicada na Vila Independência e destacada pelo SMI para acompanhar o desenrolar eleitoral na cidade, mostra que equipes estão sendo sabotadas e cabos eleitorais subornados para impedir que determinados nomes repercutam entre o grande público.

Frente revolucionária
Neste ano a direita parece não estar tão empolgada quanto há quatro anos atrás, enquanto a esquerda se mobiliza de várias maneiras. O alto comando da Ursal já está nas ruas e deve anunciar novidades antes do primeiro turno. O objetivo é garantir que nomes mais ligados ao lado “vermelho” ganhem visibilidade e força, garantindo não somente a eleição do chefe-mor, mas a ocupação do maior número possível de deputados, seja no Estado, seja em Brasília.

Guerra interna
Segundo documento apócrifo que chegou à poderosa “Torre de Marfim”, sede mundial do SMI, o anônimo Serviço Municipal de Informações, uma candidatura federal, que tinha tudo para ser a mais sólida e bem votada da cidade, está encontrando dificuldades para encontrar “equilíbrio e harmonia”. O relatório, com mais de 603 páginas, fora o prefácio, mostra que o trabalho não deslancha devido, principalmente, ao “ego daqueles que deveriam ser humildes” e “à falta de capacidade dos que lideram”. 
O extenso texto, repleto de redondilhas misteriosas que lembram muito as previsões nostradâmicas, foi encaminhado ao corpo de especialistas em literatura astral do quarto comando, que tenta dar sentido às frases antes das eleições para, com base em tudo que for descoberto, alertar a quem de direito. Aos que têm algumas pistas sobre qual seria a candidatura em questão, fica o apelo do alto comissário por ajuda. Por favor...

No grito
Dona Zita, fã de futebol e apoiadora do esporte amador, principalmente o infantil, mandou no grupo da família um áudio para elogiar “aquele menino do TAC”. Na mensagem, a simpática velhinha elogia a maneira apaixonada e “um pouco maluquinha” como age o dirigente da agremiação.
O menino em questão é o publicitário Rafael “Calça Murcha” Mantovani, que há algumas semanas foi flagrado colocando pressão na arbitragem em um torneio disputado em Tupã. Defendendo seu time com unhas e dentes, ele conseguiu bons resultados, mas já mandou avisar que este estilo “Abel Ferreira” não é o ideal e deve ser usado apenas em casos extremos.

Versinho de segunda 
Eu quero mais, eu quero tudo.
Se não for assim, não te ajudo.
Não tenho amor, não me apego.
A mim, basta meu ego.

Perguntas que esperam respostas
- Já cravou seu palpite no “bolão” dos candidatos?
- Já mudou seu voto quantas vezes?
- Por que tem tanta gente trabalhando e tão pouco trabalho aparecendo?
- Qual a relação das eleições de 2028 com as deste ano? Você acha que é nada ou é tudo?
- Já comprou blusinha sem imposto?
- Quanto custa para coordenar uma campanha em Tupã? 
- Se o Judas Carioca prometeu 976 votos para um determinado candidato, ele está mentindo?
- Por que a campanha daquele deputado federal não deslancha em Tupã?

Frase da semana
“Quem manda aqui sou eu!”.
(frase proferida por seis coordenadores da mesma campanha, sobre o mesmo fato, 
no mesmo local, data e hora, mostrando que 
a união é a marca principal do trabalho)

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