Este final de semana poderá ser decisivo

Política


(*) Jesus Guimarães

02/10/2026 - Conclui-se, enfim, a última semana de campanha eleitoral antes do primeiro turno das eleições deste ano de 2026. O povo brasileiro tem a considerar, diante de si, não só as questões nacionais, aquelas que afetam o seu dia-a-dia, como também outras decorrentes de forças que, embora distantes, são capazes de influir gravemente no nosso futuro. 
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, tem estreitos laços com o governo norte-americano e mostra-se  disposto a oferecer-lhe o que for para, em troca, receber apoio na sua jornada contra a democracia brasileira. 
No início deste ano, cuidou de encaminhar ofício a Marco Rubio, secretário de Estado, oferecendo, entre outras benesses, o compromisso de colocar "sua equipe de transição" à disposição do governo americano caso vença as eleições de outubro. Uma submissão desse naipe é no mínimo rara na história das nações soberanas. Vassalagem explícita ao abrir as entranhas do governo nacional para conhecimento dos técnicos de um país concorrente, sob a desculpa de ampliar ou delimitar áreas de negócios entre as partes. Usando um português mais claro, trata-se mesmo é de uma brutal traição à pátria.  
Os EUA vivem hoje um quadro difícil na medida em que perdem inexoravelmente a sua hegemonia no mundo, mantida a ferro e fogo durante toda a segunda metade do século passado e os primeiros anos deste. Entre tantos aspectos, sobressai-se a questão dos minerais críticos e as terras raras, matérias primas fundamentais para o desenvolvimento das tecnologias de alto nível como transição energética, baterias, eletrônicos de consumo, ímãs de alto desempenho e tantos mais. A China detém a maior reserva do mundo desses insumos, o Brasil vem em segundo lugar e os States têm pouco mais de 2%. 
Ter, portanto, o Brasil sob suas patas é crucial para os gringos do MAGA (Make America Great Again). Flávio já prometeu espontaneamente em comício realizado no Texas que, sob seu eventual governo, o Brasil cuidará de abastecer os irmãos do Norte para que possam enfrentar a China. Seria uma mamata inigualável daí porque a declarada decisão de meter o bedelho em nossas eleições. Cogitam até um golpe caso o comparsa deles não vença. 
Por esta e outras razões de gravidade similar, é fundamental impedir que Bolsonaro e seus apaniguados voltem ao poder. Seria o mesmo que entregar a pátria aos sequiosos piratas de Tio Sam, sabe-se lá por quanto tempo. 

(*) Jesus Guimarães é professor, bacharel em 
Direito, funcionário aposentado do BB 
e ex-prefeito de Tupã
E-mail: zuguim@uol.com.br

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