Tragédia de 1992: Acidente da Oktoberfest completa 30 anos

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O pior dia da história de Tupã. Uma data que não vai ser esquecida. Uma tragédia que será sempre lembrada. Não pelas novas gerações, que não viveram o dia 9 de outubro de 1992, mas pelos que ainda se recordam daquele terrível momento, quando chegou a informação de que o ônibus que tinha saído levando 51 pessoas para Blumenau, em Santa Catarina, havia despencado em um abismo, na serra de São Luiz de Purunã, entre Ponta Grossa e Curitiba, na BR-277, km 138.
Uma viagem que foi planejada por muitas pessoas, principalmente jovens, para um final de semana de muita diversão, foi interrompida da pior maneira possível. E aquelas vidas, que ajudavam a pulsar a comunidade, se foram. Eram pessoas muito bem relacionadas na sociedade, cujas idades iam de 21 a 71 anos.
O acidente aconteceu por volta das 5 horas da manhã, mas por causa das condições do local onde o ônibus caiu, somente foi descoberto por volta das 11 horas, quando começaram a chegar os primeiros socorros. Não havia celular naquela época. Foi nesse momento que se descobriu a dimensão da tragédia, com dezenas de corpos já sem vida.
No total, foram 37 mortos, sendo 35 de Tupã e dois de fora, sendo um de Iacri e outro de Dracena, os motoristas do coletivo. A maioria não parecia acreditar que aquelas pessoas, depois de terem partido felizes com o passeio que prometia muito, retornassem em caixões, em um avião, que desceu no Aeroporto “Faria Lima”, onde muitos nem chorar conseguiam.
Quem esteve nos cemitérios lembra da fila de carros funerários carregando os caixões, no sepultamento coletivo, feito no domingo, dia 11 de outubro, depois do velório no Ginásio de Esportes. A cidade inteira parou e chorou cada vida perdida de forma tão trágica. Não dava para acreditar.
O acidente foi a maior tragédia que a cidade viveu, que muitas pessoas parecem querer esquecer. Especialmente para os familiares, foram momentos de intensa dor, que choro nenhum poderia amenizar. Muito menos palavras de consolo. Muitas estruturas familiares desmoronaram. Foi difícil para muitos que ficaram, recomeçar. Como fazer isso sem os pais? Ou sem os filhos que se foram tão jovens?
Para os poucos sobreviventes o choque do acidente ainda continua muito presente. Muitos tiveram sequelas graves, mas foi preciso buscar forças na fé profunda de cada um, para seguir adiante.
Depois de 30 anos, eventuais culpados pelo acidente, os motivos que levaram o ônibus a despencar na serra, se a tragédia poderia ter sido evitada, tudo isso parece não importar muito agora. A vida continua, mas essa marca ficará para sempre na história de Tupã.

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