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(*) João Ribeiro
26/01/2026 - Falar sobre a morte ainda é um tabu. Em muitas famílias, o tema é evitado como se mencioná-lo pudesse atrair algo indesejado. Crescemos ouvindo que não se fala dos mortos, que é melhor “deixar em paz”, que pensar na morte é sinal de pessimismo. Esse silêncio, no entanto, não protege ninguém. Ele apenas nos desprepara.
Durante muito tempo, a morte foi apresentada por meio de narrativas rígidas e dogmáticas. Para muitos, ela se resumiu ao medo do castigo, ao juízo final, à separação entre bons e maus. Essa visão produziu gerações marcadas pela culpa e pela angústia. Não é difícil entender por que tantas pessoas têm dificuldade em lidar com o luto e com a finitude: aprenderam a temer a morte, não a compreendê-la.
Narrativas que falam sobre a continuidade da consciência rompem esse ciclo. Elas não negam a dor da perda, nem romantizam o sofrimento, mas ampliam o olhar. Quando a morte deixa de ser vista como um ponto final absoluto, o luto se transforma. A saudade permanece, porque o amor continua, mas o desespero dá lugar à reflexão. A ausência já não é sinônimo de vazio eterno.
Esses relatos cumprem um papel importante em uma sociedade que evita falar sobre finitude: ajudam a ressignificar a vida. Ao invés de alimentar o medo, provocam responsabilidade. Quando se compreende que a existência não se limita ao corpo, viver deixa de ser apenas acumular e passa a significar. Como costuma-se dizer, escolhas moldam destinos — e toda escolha carrega consequências que atravessam o tempo.
Refletir sobre a morte não é morbidez. É consciência. É perceber que viver bem não é viver sem erros, mas viver com atenção, intenção e verdade. O conhecimento é a chave para sair da escuridão, pois amplia a percepção e rompe condicionamentos que mantêm pessoas presas ao medo e à culpa.
Talvez o maior ensinamento dessas narrativas não esteja no que acontece depois da morte, mas no que elas provocam antes dela. Elas convidam ao olhar interior, ao reconhecimento das próprias sombras e à transformação do que ainda aprisiona. Autoconhecimento é liberdade, porque liberta da escuridão da ignorância, do medo, da culpa e da repetição inconsciente.
No fim, pensar sobre a morte é aprender a viver melhor. Não para temer o fim, mas para dar sentido a caminhada. Talvez a pergunta mais importante não seja o que acontece quando tudo termina, mas como estamos vivendo enquanto ainda há tempo.
(*) João Ribeiro é médium, dirigente
espiritual, palestrante, terapeuta, mentor
e autor do livro “A Jornada Eterna”
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