“A Nobreza do Amor” inicia gravações como superprodução de época da Globo

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30/01/2026 - A Globo deu a largada nas gravações de “A Nobreza do Amor”, sua próxima novela das seis, cercada de expectativas e com estrutura de superprodução. Ambientada nos anos 1920, a obra propõe uma narrativa pouco explorada na teledramaturgia brasileira ao unir Brasil e África em uma fábula afrobrasileira que mistura romance, aventura, disputas de poder, humor e fortes reflexões sobre identidade, ancestralidade e justiça social.
Prevista para estrear em 16 de março, a novela é escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly. O projeto reúne grande elenco e marca um momento especial na carreira de Lázaro Ramos, que interpreta seu primeiro vilão em novelas. A trama aposta em cenas grandiosas, cenários elaborados e uma pesquisa estética e histórica detalhada para dar vida a dois universos fictícios, porém profundamente simbólicos: o reino africano de Batanga e a cidade nordestina de Barro Preto.
No centro da história está o romance improvável entre Alika (Duda Santos), uma princesa africana forçada ao exílio, e Tonho (Ronald Sotto), um trabalhador de engenho de cana-de-açúcar no Nordeste brasileiro. O encontro dos dois acontece em Barro Preto e dá início a uma trajetória marcada por descobertas pessoais, conflitos sociais e pela luta por justiça, tanto no Brasil quanto do outro lado do oceano.
A narrativa se inicia em Batanga, ex-colônia portuguesa na África, onde o rei Cayman II (Welket Bungué) é deposto em um golpe liderado por Jendal (Lázaro Ramos), seu primeiro-ministro e homem de confiança. Ambicioso e implacável, Jendal condena toda a família real à morte e passa a perseguir a princesa Alika, prometida a ele como esposa. Na fuga, o rei é morto, mas Alika consegue escapar ao lado da mãe, a rainha Niara (Erika Januza), com a ajuda de Omar (Rodrigo Simas), um comerciante turco que se apaixona pela jovem princesa.
Refugiadas no Brasil, mãe e filha passam a viver sob identidades falsas — Lúcia e Vera — e encontram abrigo junto a Zambi (Bukassa Kabengele), irmão do rei assassinado. É em Barro Preto que suas vidas se cruzam com a de Tonho, responsável por oferecer carona às recém-chegadas da estação de trem até a cidade, no automóvel do patrão. O gesto simples dá início a um vínculo imediato, ainda que contido, entre os protagonistas.

Mesmo longe de sua terra natal, Alika não abandona seu ideal de retomar o trono de Batanga e libertar seu povo da tirania de Jendal. Tonho, por sua vez, sonha em conquistar um pedaço de terra e melhorar a vida de sua comunidade, ao mesmo tempo em que passa a compreender melhor sua própria origem e os limites impostos por sua cor e condição social. A conexão entre os dois cresce à medida que percebem que suas lutas, embora em contextos diferentes, dialogam entre si.
A chegada das estrangeiras, no entanto, não passa despercebida em Barro Preto. Tonho trabalha no engenho cujo herdeiro, Mirinho (Nicolas Prattes), também se encanta por Alika, dando início a uma disputa marcada por inveja, manipulações e conflitos. A situação se agrava com as armações de Virgínia (Theresa Fonseca), namorada de Mirinho, que vê na princesa uma ameaça e passa a conspirar contra ela.
As gravações começaram em grande escala e envolvem um complexo esquema de produção. Na semana passada, elenco e equipe ocuparam a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói, no Rio de Janeiro, que foi transformada no reino de Batanga. O local serviu de cenário para cenas como a coroação do rei e da rainha, a apresentação da recém-nascida princesa aos súditos, o golpe de Estado e batalhas que retratam a luta dos africanos contra os colonizadores portugueses.

Outras locações no Rio de Janeiro, como pedreiras, fazendas e canaviais, também integram o cronograma e ajudam a construir os dois universos da novela. Antes disso, a produção passou pelo Rio Grande do Norte, onde mais de 150 profissionais e cerca de 25 toneladas de equipamentos foram mobilizados para gravações em dunas, falésias, praias e parques naturais. Foram utilizados drones, câmeras especiais, camarins móveis e veículos adaptados para garantir estabilidade em cenas gravadas sobre areia.
Segundo a produção, o Rio Grande do Norte foi escolhido não apenas pela diversidade de paisagens, mas também pelo simbolismo geográfico. “É o ponto do Brasil mais próximo da África, onde se costuma dizer que o vento faz a curva. Buscamos locações que refletissem visualmente as semelhanças entre os dois continentes”, explica Andrea Kelly, gerente de produção.
Para o diretor artístico Gustavo Fernández, “A Nobreza do Amor” representa um marco na forma como a África é retratada na dramaturgia nacional. “É a primeira vez que a Globo se aprofunda de maneira tão ampla e detalhada nesse universo. Batanga foi construída com referências reais, fruto de muita pesquisa. Já Barro Preto tem um visual ainda mais fabular, situada em uma falésia isolada, quase como um microcosmo à parte”, afirma.
Com um elenco extenso que inclui nomes como Zezé Motta, Marco Ricca, Cassio Gabus Mendes, Emanuelle Araujo, Fabiana Karla, Marcelo Médici, Rita Batista, João Pedro Zappa, Daniel Rangel, Ana Cecília Costa, entre muitos outros, “A Nobreza do Amor” se apresenta como uma aposta ambiciosa da Globo para o horário das seis, unindo entretenimento, emoção e representatividade em uma narrativa que atravessa oceanos e tempos, mas fala diretamente ao presente.

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