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(*) Adriano de Oliveira
Quando a violência vai para o mundo digital, o problema não fica só na tela. Ele atinge o corpo, a autoestima e o dia a dia da criança ou do adolescente. A nudificação, ou seja, fotos nuas elaboradas por IA (Inteligência Artificial) e as montagens são um jeito novo de bullying, afinal elas machucam, fazem a pessoa se calar e dão medo de ir à escola, falar no grupo ou abrir a câmera.
Isso não é um caso isolado: as redes são rápidas, espalham tudo em minutos e viram espetáculo. Por isso, não basta improvisar, a família e escola precisam agir juntas em duas frentes: parar o dano e cuidar da pessoa.
Quanto à parar o dano, a regra é agir rápido e guardar provas (prints, links, horários), pedir remoção do conteúdo, registrar o ocorrido e avisar quem precisa ser avisado. O objetivo é cortar a circulação do material e garantir que haja responsabilidade.
Mas só “tirar do ar” não cura a ferida. Por isso, a segunda frente é cuidar da pessoa desde o primeiro momento, acolher, validar o que ela sente, organizar a rotina e montar um plano de proteção que devolva segurança.
É importantíssimo reconhecer que as duas coisas andam juntas: ação prática e cuidado humano. Assim, se evita que a vítima seja machucada mais uma vez e tenha tempo e acolhimento para tomar as decisões mais calmas e certeiras.
Aqui entra a psicoterapia e longe de ser exagero, ela é uma aliada essencial. A terapia ajuda a dar nome ao que aconteceu, diminui culpa e vergonha, reconstrói limites, além de orientar respostas que não pioram a situação. Também ensina autorregulação (respirar antes de reagir, perceber sinais do corpo, melhorar sono e uso de telas), treina pensamento crítico (não cair em boatos) e amplia formas de resolver conflitos.
Na terapia, a pessoa encontra um lugar seguro para reorganizar sua história. O que fizeram com ela não define quem ela é.
Na escola, a psicoterapia dá base emocional para que diretores e professores acolham sem julgamento, falem de maneira respeitosa e decidam com mais clareza.
Na família, a terapia ajuda a trocar o interrogatório por escuta, a culpa por limites claros e ensina quando procurar a escola, a plataforma e as autoridades.
Para colegas e amigos, fica um pedido simples e poderoso: não compartilhar, não comentar, não transformar a dor do outro em entretenimento.
Quando juntamos passos práticos (quem acionar, o que registrar, quando comunicar) com conversas cuidadosas (ouvir, apoiar, planejar), criamos uma ponte entre o que fazer agora e como seguir depois.
Os aspectos legais resolvem o episódio e a psicoterapia ajuda na travessia. Assim, a vítima deixa de ser a do caso e volta a ser protagonista da própria vida. A escola ganha organização, a família ganha direção e a criança/adolescente ganha horizonte.
Um recado final, bem claro, pedir ajuda não é fraqueza mas sim, é cuidar bem de si. Se a violência atravessa a tela, o cuidado precisa atravessar a vida: proteger hoje, tratar a dor e fortalecer para o amanhã.
Não existe botão de desfazer, mas existe caminho: agir com técnica, reparar com cuidado e reconstruir com terapia.
A violência tenta roubar a narrativa e a psicoterapia devolve essa narrativa para quem importa, ou seja, a pessoa, sua rede e o seu futuro.
Pense nisso e pare o dano, acolha a dor, combine um plano — e deixe a psicoterapia transformar o ataque em um ponto de virada para crescimento, responsabilidade e prevenção.
(*) Adriano de Oliveira,
psicólogo clínico e neuropsicólogo -
CRP: 06/150383
Instagram: @psicologoadrianodeoliveira
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