Qual é a década mais exaustiva da vida? Ciência revela

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12/02/2026 - Independente do caminho que se escolhe na vida, à medida que os anos passam, as demandas e as responsabilidades aumentam. Não se pode apenas ficar sentado esperando que as coisas sejam feitas, é preciso fazer.
E, segundo a professora Michelle Spear, anatomista da Universidade de Bristol, na Inglaterra, os 40 anos são a década mais exaustiva de todas. Existe uma combinação potente ocorrendo nesse período: é um momento em que mudanças naturais do corpo convergem as exigências da vida, do trabalho e da criação dos filhos.
“Ocorre uma incompatibilidade entre biologia e demanda. Nossos corpos ainda são perfeitamente capazes de produzir energia, mas o fazem em condições diferentes das da fase adulta inicial, enquanto as demandas sobre essa energia frequentemente atingem o pico”, explica, em entrevista ao Daily Mail.
A biologia 
por trás disso

De acordo com a professora de anatomia, a partir dos 30 anos ocorre uma diminuição da massa muscular (a menos que seja realizado treinamento de força regularmente). Porém, menos massa muscular significa que o metabolismo será realizado de forma mais lenta, o que interfere na alimentação e no sono.

Spear aponta para outra mudança considerada crucial:
“As alterações hormonais, particularmente as flutuações de estrogênio e progesterona em mulheres durante a perimenopausa, afetam diretamente as regiões do cérebro que regulam a profundidade do sono e a temperatura corporal”, diz.
Esses fatores, combinados com o fato de que adultos mais velhos apresentam maior sensibilidade ao estresse, pode contribuir para um sono pior. Pesquisas anteriores indicam que as pessoas na faixa dos 40 anos estão em posições de liderança, o que pode ser um elemento extra à equação do cansaço.
“A fadiga dos 40 anos, em particular, muitas vezes reflete uma carga cumulativa em vez do envelhecimento em si”, esclarece.

A boa notícia

Por outro lado, a cientista diz que nem tudo está perdido: os níveis de satisfação voltam a aumentar após os 60 anos. Com a chegada de um momento de aposentadoria, o estresse tende a cair pela metade, o trabalho se torna algo mais leve (se assim a pessoa desejar) e, como consequência, o sono volta a ser regularizado.
Ela orienta que, com os cuidados adequados, os 60 anos podem ser melhores que os fatídicos 40.
“O objetivo não é recriar a energia de 20 anos atrás, mas sim proteger e priorizar a recuperação”, conclui.

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