Globoplay resgata novelas das décadas de 1970 e 1980 e amplia acesso a clássicos da TV brasileira

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GB Edições

20/03/2026 - O Globoplay tem ampliado de forma consistente seu catálogo de novelas produzidas entre as décadas de 1970 e 1980, em um movimento que reforça o compromisso com a preservação da memória da televisão brasileira. A estratégia vai além da simples disponibilização de conteúdos antigos: trata-se de um trabalho de resgate histórico que envolve digitalização, curadoria e reexibição de obras que ajudaram a moldar a identidade cultural do País. Com isso, o público passa a ter acesso facilitado a títulos que marcaram época e que, por décadas, permaneceram fora do alcance.
Entre as produções dos anos 1970, um marco absoluto é “O Bem-Amado”, considerada a primeira novela em cores da televisão brasileira. A trama apresentou o inesquecível Odorico Paraguaçu, interpretado por Paulo Gracindo, um prefeito carismático e corrupto que entrou para a história da dramaturgia. Ao seu redor, personagens como Dirceu Borboleta, vivido por Emiliano Queiroz, e as icônicas irmãs Cajazeiras ajudaram a construir uma narrativa repleta de humor, crítica política e identidade nacional.
Outro grande símbolo da década é “Irmãos Coragem” (disponível apenas em fragmentos) que apresentou personagens marcantes como João Coragem, interpretado por Tarcísio Meira, e Jerônimo Coragem, vivido por Cláudio Marzo. A novela ajudou a consolidar o formato moderno das tramas e elevou o padrão de produção da época. Já “Selva de Pedra” destacou-se com a trajetória ambiciosa de Cristiano Vilhena, interpretado por Francisco Cuoco, e a complexa Simone Marques, vivida por Regina Duarte.
Ainda nos anos 1970, “Dancin’ Days” permanece como um retrato vibrante da sociedade da época. Júlia Matos, interpretada por Sônia Braga, tornou-se um ícone de superação e liberdade feminina, enquanto Yolanda Pratini, de Joana Fomm, representava sofisticação e conflito emocional. Em “Locomotivas”, personagens como Fernanda (Eva Wilma) e Kátia (Lucélia Santos) reforçavam o protagonismo feminino, enquanto “A Sucessora” explorava o drama psicológico com Marina, vivida por Susana Vieira.
Outras obras da década também vêm sendo recuperadas, ampliando o leque disponível, como “Pecado Rasgado”, com conflitos intensos vividos por personagens de Juca de Oliveira, e “O Astro”, que apresentou o enigmático Herculano Quintanilha, interpretado por Francisco Cuoco, em uma trama que misturava ambição, mistério e poder.

A década de 1980 consolidou o sucesso das novelas como fenômeno popular de massa e o Globoplay reúne diversos títulos desse período. Em “Baila Comigo”, Tony Ramos marcou época ao interpretar os gêmeos João Victor e Quinzinho, enquanto Lídia Brondi viveu a sensível Sílvia. Já “Amor com Amor se Paga” apresentou o inesquecível Nonô Correia, de Ary Fontoura, personagem símbolo do humor popular.
Outro grande destaque é “Roque Santeiro”, uma das novelas mais emblemáticas da história da TV brasileira, com personagens icônicos como Roque, vivido por José Wilker, a Viúva Porcina, interpretada por Regina Duarte, e o inesquecível Sinhozinho Malta, de Lima Duarte. A trama misturava crítica social, humor e elementos de realismo fantástico.
O humor também ganhou destaque em “Sassaricando”, com Aparício Varella (Paulo Autran) e Fedora Abdalla (Cristina Pereira), personagens que se tornaram referências da comédia televisiva. Já “Vale Tudo” trouxe uma das maiores vilãs da dramaturgia: Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall, além da protagonista Raquel Accioli, vivida por Regina Duarte, em uma trama que discutia ética e corrupção.
Encerrando a década, “Fera Radical” apresentou a intensa trajetória de Cláudia, personagem de Malu Mader, em busca de justiça, ao lado de Fernando, interpretado por José Mayer. Também merece destaque “Tieta”, com a inesquecível Tieta, vivida por Betty Faria, uma personagem à frente de seu tempo que marcou o final da década com uma história de retorno, vingança e transformação social.
Além do catálogo sob demanda, o Globoplay investe em canais lineares gratuitos que exibem essas novelas em sequência, recriando a experiência clássica da televisão aberta. Essa estratégia tem se mostrado eficaz para aproximar o público contemporâneo dessas produções, ao mesmo tempo em que desperta a memória afetiva de quem acompanhou essas histórias em suas exibições originais.
Ao apostar nesse resgate, o Globoplay reforça o papel da novela como um dos principais pilares da cultura brasileira. As novelas brasileiras não são só entretenimento, são obras que funcionam como documentos históricos, refletindo hábitos, valores e transformações sociais de suas épocas. Ao reunir títulos das décadas de 1970 e 1980, e até mais recentes das décadas de 1990, 2000 e 2010, a plataforma não apenas preserva esse legado, mas também garante que ele continue vivo, relevante e acessível para as próximas gerações. Vale a pena dar uma espiadinha. Lembrando que o primeiro capítulo de cada novela é disponibilizado gratuitamente, mesmo para quem não é assinante; basta ter um cadastro na plataforma.

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