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(*) Wilson pastor
14/05/2026 - Trago belas e gratas recordações* dos meus dias primaveris, quando pude revirar o Norte e o Nordeste do Brasil. A primeira vez de avião, saindo do Galeão, no Rio, percorrendo todas as capitais e o interior de cada Estado numa canoa, num pequeno avião, a cavalo, aqui, no lombo de um boi, ali, a pé, muitas vezes, saboreando o linguajar e o imaginário dos valentes do sertão e dos moradores das vilas ribeirinhas.
Estive em Fortaleza naquele ano de 1962, voltando no ano seguinte, de ônibus de São Paulo até São Luiz do Maranhão, passando por todas as capitais menos Maceió e Aracaju.
Bem recentemente, voltei ao Ceará e vivi uma experiência que espero lhe seja útil também.
Hospedei-me as duas vezes no mesmo hotel, o Magno, na praia de Iracema. Na primeira, passamos, eu e minha esposa, um sufoco danado. Verão bravo, com pouca chuva, o calor era terrível. Nosso apartamento ficava no lado oposto à praia, janelas pequenas, sem ventilação nenhuma. Durante o dia, não sentíamos o drama, pois os passeios diários nos permitiam sentir o bafejo do Atlântico, de jangada aqui, de pau-de-arara acolá, de balsa, às vezes, percorrendo as vilas da terra de Alencar, o pai de Iracema*. À noite, porém, o caldo engrossava. Agonia* por um calor estafante e o pior, quando ligávamos o ar condicionado seu barulho era estonteante, que colocava mais pimenta na nossa comida. Parecia o avião Douglas, usado na Segunda Guerra Mundial. E assim, cumprimos ali nossa semana de férias.
Dois anos depois, lá estávamos nós, outra vez, no mesmo hotel dos remediados, três estrelas, o Magno. Agora, quando estava conosco a nossa filha, a Rute, pegamos no décimo primeiro andar, um belo apartamento, de frente para o pequeno grande curso d’água navegado por Vasco da Gama, Camões, Cabral e outros. Que beleza! Que gostosura! O cenário era outro: “os verdes mares bravios da minha terra natal” sorrindo pela manhã, de mãos dadas com a brisa assanhada que passando excitava os coqueiros, fazendo-os balouçar suas palmas de emoção. A ventilação era constante e espetacular. Ar condicionado nem pensar!
Não sei se a minha claustrofobia*, por ver, na primeira vez, apenas os prédios do outro lado da rua, e agora a imensidão do oceano, foi determinante na lição de vida que registrei. No mesmo prédio, apenas por posturas totalmente inversas, experiências tão divergentes. Na primeira, presos por barreiras (paredes) feitas por homens, um sufoco desesperador, noites mal dormidas e insônia com aquele barulho na cabeça. Na segunda, a beleza do cenário, a brisa amiga, o prazer em cada detalhe, tudo era riso. Pensei: assim é a vida dos homens. Quantos estão sufocados, voltados, apenas, para os seus problemas sem perceberem que se se virarem e olharem para o outro lado da rua, verão que o mar, numa atitude de humildade e devoção, vem de joelhos beijar a terra e alegrar a vida. Deus está tão perto, mas, às vezes, estamos olhando na direção errada. E foi na voz do profeta Isaías, aquele que mais preanunciou o Messias, que Deus exorta a todos nós: “Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos (homens) da terra” - Isaías 45:22.
Quantas vezes, também, caminhando pela Vila Inglesa, reparo que em determinados trechos o tempo está abafado, sem vento, e a caminhada se torna um peso, uma dor. De repente, saindo daquela rua e tomando outra no sentido transversal, percebo que a brisa corre suave sob a sombra das árvores seculares. No mesmo belo residencial, ruas sufocantes e ruas ventiladas, convidativas, totalmente dependentes da posição do sol e dos ventos. Não se desespere! Se você está angustiado(a), se as coisas lhe vão mal, saiba que a poucos metros, ali na esquina, é só virar que a felicidade sorrirá para você. Mexa-se! Palmilhe com fé o seu vale penoso, ao raiar do dia, tudo será diferente. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” – Salmo 30:5.
Sufocados pelas agruras da existência, bloqueados por circunstâncias das quais, na maioria das vezes nem culpados são, homens e mulheres tentam saídas que, também não levarão a nada. Apelam para as bebidas, para as drogas, para a fama, para as riquezas, para o poder, mas continuam angustiados e não conseguem gritar nunca “eureca*” - achei! Essa foi a triste confissão que ouvi, numa entrevista do grande e velho ator da novela Belíssima, dizendo da sua angústia diante do que ele chamou de “o sem sentido”, o “caos da existência”. Pobre homem! Está saindo da vida para entrar para a história daqueles que viajaram sem conseguir ver Deus pela janela do tempo.
Que fazer? Só há uma saída. O jeito é quebrar as paredes, as barreiras feitas por homens, nós e outros, e deixar a brisa correr. O jeito é abrir as janelas para a brisa d’Aquele que fez o mar. O jeito é fazer como fez Daniel, o profeta, na terra do cativeiro, na Babilônia: abrir as janelas três vezes ao dia para as bandas de Jerusalém; e prostrado encher-se de forças, de esperança, e comer o pão-de-mel de Deus no dia da nossa privação, provação, comoção.
(*) Wilson pastor - professor aposentado
Observações:
Recordar: prefixo re = de novo; radical cord = coração: trazer de novo ao coração, à memória
Iracema: Ira = mel, Cema = lábios
Agonia: do grego agon = luta
Claustrofobia: do latim, claustru = lugar fechado; fobia = do grego, medo
Eureca: do grego, heureka = interjeição = achei, encontrei
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