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(*) Adriano de Oliveira
15/05/2026 - Existe uma diferença silenciosa, e perigosa, entre amar e precisar.
Na adolescência, essa linha é ainda mais tênue que começa como envolvimento afetivo e pode rapidamente se transformar em dependência emocional. E o problema é que, na maioria das vezes, isso não é percebido como algo prejudicial, pelo contrário é romantizado, validado e até incentivado.
Mensagens constantes, necessidade de resposta imediata, medo de desagradar, ciúmes excessivo, sensação de vazio quando o outro se afasta. Para muitos adolescentes, isso não é sinal de alerta, é prova de amor.
Mas não é!!!
Quando o outro se torna a principal fonte de validação emocional, o adolescente deixa de se reconhecer como indivíduo e passa a se ajustar, se moldar e se diminuir. Não para ser quem é, mas para não perder quem acredita que precisa e é nesse ponto que o risco se instala.
A dependência emocional não nasce no relacionamento, ela se revela nele. Geralmente, está associada a fragilidades na construção da identidade, baixa autoestima e uma necessidade intensa de pertencimento.
O relacionamento vira um “atalho emocional”, um lugar onde o adolescente tenta encontrar segurança, valor e sentido e o grande problema é que esse tipo de vínculo cobra um preço alto.
Inicia-se um dilema importante na vida do adolescente, onde a autonomia diminui, a ansiedade aumenta, a capacidade de decisão fica comprometida, agravada, muitas vezes, por um sofrimento que se instala em silêncio.
O comportamento mais comum é a instalação de uma dependência, momento em que o adolescente não consegue sair desse relacionamento tóxico não por amor, mas por medo. Medo de ficar sozinho, medo de não ser suficiente, medo de não ser escolhido novamente.
Os pais observam, mas nem sempre compreendem os sentimentos envolvidos nesse processo e os interpretam como intensidade da idade ou como a fase do primeiro amor.
Mas o que está em jogo não é o relacionamento em si, mas sim a forma como esse adolescente está se posicionando dentro dele. E aqui está o ponto-chave: ninguém constrói um relacionamento saudável sem antes ter uma base emocional estruturada.
É nesse cenário que a psicoterapia se torna essencial. Mais do que “ajudar a lidar com o término” ou “controlar emoções”, a psicoterapia atua na raiz do problema.
Ela permite que o adolescente desenvolva autoconhecimento, fortaleça sua identidade e aprenda a diferenciar amor de dependência. Durante o processo terapêutico, ele começa a entender que não precisa se anular para ser aceito. Que pode se posicionar sem medo e que o maior valor não está na aprovação do outro, mas na construção de si.
E, para os pais, esse também é um chamado, afinal orientar não é controlar. É oferecer suporte emocional, estabelecer limites saudáveis e, principalmente, abrir espaço para diálogo sem julgamento.
A psicoterapia, nesse contexto, também auxilia a família a ajustar sua forma de condução, criando um ambiente mais seguro e estruturado, momento em que ignorar sinais de dependência emocional, hoje, pode significar lidar com relações disfuncionais no futuro.
Por outro lado, intervir agora é investir em algo muito maior, é construir um adolescente que se relaciona por escolha e não por necessidade.
A pergunta que fica é direta: se o seu filho precisa do outro para se sentir alguém, quem ele é quando está sozinho?
Talvez essa seja a hora de ajudá-lo a descobrir esse caminho que começa com uma decisão crucial para seu desenvolvimento, onde iniciar um processo de psicoterapia não é admitir fraqueza, mas sim construir força emocional para uma vida inteira.
Se isso faz sentido para você, vamos conversar !
(*) Adriano de Oliveira,
psicólogo clínico e neuropsicólogo
- CRP: 06/150383
Instagram: @psicologoadrianodeoliveira
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