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(*) Adriano de Oliveira
22/05/2026 - A adolescência contemporânea está vivendo uma transformação silenciosa e talvez uma das mais perigosas das últimas décadas. O problema já não é apenas o excesso de tempo nas telas. O verdadeiro risco está no que essas telas estão ensinando os adolescentes a sentir sobre si mesmos.
A lógica das redes sociais mudou profundamente a forma como os jovens constroem identidade, pertencimento e valor pessoal. Hoje, muitos adolescentes não desenvolvem mais a própria percepção a partir da convivência familiar, das experiências reais ou da maturidade emocional. Eles estão aprendendo quem “deveriam ser” por meio de filtros, curtidas, comparações e validações instantâneas.
O impacto disso é mais profundo
do que parece
Estamos diante de uma geração altamente conectada e emocionalmente vulnerável. Jovens que aparentam segurança nas redes, mas convivem diariamente com ansiedade, insegurança, medo de rejeição e sensação constante de insuficiência.
A vida perfeita que aparece na tela cria um padrão impossível de sustentar na realidade. E quanto maior a distância entre a vida real e a vida performada, maior tende a ser o sofrimento emocional.
O adolescente deixa de viver experiências para começar a administrá-las como vitrine. A felicidade precisa ser postada. O corpo precisa ser aprovado. O relacionamento precisa parecer perfeito. O erro precisa ser escondido. E, aos poucos, o jovem aprende que existir não basta, mas que é preciso impressionar.
Esse modelo de funcionamento emocional produz consequências graves e o aumento da comparação social tem intensificado casos de baixa autoestima, dependência emocional, isolamento, distorção da autoimagem e dificuldade de construir relações saudáveis.
Muitos adolescentes já não sabem diferenciar quem realmente são daquilo que criaram para serem aceitos e talvez o dado mais preocupante seja que grande parte desse sofrimento acontece em silêncio.
Pais percebem mudanças no comportamento, irritabilidade, excesso de isolamento, queda no rendimento, oscilações emocionais e mais comum do que pode parecer é atribuir tudo à fase da adolescência. O que não percebem é que existe uma geração inteira crescendo emocionalmente, cansada de tentar alcançar padrões inalcançáveis e é justamente nesse cenário que a psicoterapia deixa de ser apenas uma alternativa clínica e passa a ser uma ferramenta estratégica de desenvolvimento emocional.
A psicoterapia oferece ao adolescente algo que as redes sociais nunca conseguirão entregar: profundidade. Enquanto o ambiente digital estimula comparação e performance, o processo terapêutico promove consciência, identidade e fortalecimento emocional.
É um espaço onde o jovem aprende a reconhecer emoções, construir autoestima saudável e entender que valor pessoal não pode depender da aprovação externa e mais do que tratar sintomas, a psicoterapia ajuda o adolescente a reconstruir a própria relação consigo mesmo.
É fundamental que os pais também precisam participar dessa transformação porque controlar telas sem fortalecer vínculos não resolve o problema. O adolescente precisa de diálogo, presença emocional e segurança para existir além da imagem que projeta; nesse momento, a pergunta já não é mais se as redes sociais influenciam nossos filhos, afinal, isso já é um fato.
A verdadeira pergunta é: quanto da identidade do seu filho está sendo construída pela internet… enquanto a conexão dentro de casa diminui?
Talvez este seja o momento de parar de esperar sinais mais graves para agir, porque, muitas vezes, o adolescente não precisa apenas de mais disciplina, mais cobrança ou mais controle, ele precisa de ajuda para voltar a reconhecer quem é.
Fique atento pois em muitos casos a psicoterapia pode ser o primeiro passo para impedir que uma geração inteira continue confundindo validação com valor pessoal.
(*) Adriano de Oliveira, psicólogo
clínico e neuropsicólogo
CRP: 06/150383 - Instagram: @psicologoadrianodeoliveira
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