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(*) Roberto Kawasaki
15/01/2026 - No quadro acima trazemos dados econômicos da economia brasileira de 2024 e de 2025, ainda que alguns deles não são apresentados até dezembro, pois ainda não estão disponíveis. Começando pelo PIB, os números de 2025 não repetirão o ano anterior, efeito claro do aumento da taxa Selic de 12,25% para 15,0%.
A inflação, por seu lado, o oficial IPCA, em 2025 entrou na meta do Banco Central (até 4,5% ao ano), no ano anterior estava acima (4,83%), também consequência direta da Selic maior. Por outro lado, a inflação da FGV caiu de 3,18% para deflação de 1,05%.
A notícia muito positiva, em que pese o tarifaço dos EUA, foi do aumento de 26% em 2024 para queda de 11,19% em 2025, o que fortalece obviamente o real. Na proporção inversa, o índice B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), que foi de 120.283 pontos em 2024, subiu para o maior da História brasileira, ou seja, 161.125 pontos. Outro ponto positivo foi a queda da taxa de desemprego para um patamar muito bom, aliás, vem caindo continuadamente. Claro que não devemos esquecer dos PJs e dos que trabalham por conta própria.
A balança comercial repete o saldo positivo de 2025, de 68 bilhões de dólares, apesar do tarifaço dos EUA, senão seria maior. A dívida externa subiu para 378 bilhões, contudo, as reservas internacionais quase pagam a dívida. O quadro não se alterou, pois as reservas também aumentaram.
O problema continua sendo o déficit público, que conceitualmente chamamos de Necessidade de Financiamento do Setor Público, que subiu mais de 1 trilhão de reais. Nossos governos, federal, estaduais, municipais, legislativos e judiciários, ainda não se conscientizaram da premência de ter gastos públicos compatíveis com as receitas públicas. O investimento estrangeiro, com dados disponíveis até setembro de 2025, caiu. Fruto, em grande parte, das turbulências internacionais de muitas instabilidades.
Enfim, a economia brasileira em 2025 foi bem, apesar dos pesares, ao se analisar os números que são muito claros, sem paixões políticas. Vamos continuar torcendo para que a gestão pública seja de muito diálogo e busca do consenso.
(*) Roberto Kawasaki é economista pela
FEA-USP, professor da Faccat, delegado do Conselho Regional de Economia - SP, colunista da
Tupacity e do DIÁRIO
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