Dólar fecha em R$ 5,20 e tem menor patamar desde maio de 2024; Ibovespa caminha para novo recorde
Economia
28/01/2026 - O dólar fechou a sessão de ontem em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,2056 — no menor patamar desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta na última hora do pregão e caminhava para um novo recorde de fechamento, aos 182 mil pontos.
No Brasil, o principal destaque ficou com a prévia da inflação de janeiro (IPCA-15), divulgada ontem de manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mostrou alta de 0,20%, levemente abaixo das projeções, de 0,22%.
O dado de inflação foi divulgado em meio às expectativas pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, previstas para hoje, na chamada Superquarta. A previsão do mercado é que tanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quanto o Federal Reserve (banco central americano) anunciem a manutenção de suas respectivas taxas de juros.
Ibovespa
· Acumulado da semana: +8,53%;
· Acumulado do mês: +11,01%;
· Acumulado do ano: +11,01%.
Inflação menor do
que o esperado
A prévia da inflação oficial (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE, um pouco abaixo do esperado pelo mercado, de alta de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%.
Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais (como plano de saúde e produtos de higiene) e de comunicação (especialmente celulares).
A alimentação também voltou a subir, puxada por itens como tomate, batata, frutas e carnes, enquanto leite, arroz e café ficaram mais baratos.
Por outro lado, os preços de transportes caíram, principalmente por causa da queda nas passagens aéreas e de medidas como tarifa zero em algumas cidades.
De olho nos juros
A prévia da inflação de janeiro foi divulgada em meio às expectativas pela primeira decisão de juros deste ano. A estimativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha as taxas inalteradas nesta semana, mas dê início ao ciclo de cortes ainda no primeiro trimestre de 2026.
Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26), os economistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica (Selic) encerre 2026 em 12,25% ao ano — uma queda de 2,75 pontos percentuais (p.p.) em comparação ao atual patamar, de 15% ao ano.
A pesquisa do Focus é realizada semanalmente com mais de 100 instituições financeiras.
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