Recursos: Prefeitura já arrecadou quase R$ 52 milhões até agora

Economia


26/02/2026 - Com uma previsão atualizada de arrecadação de R$ 424.879.100,00, a Prefeitura de Tupã já conseguiu arrecadar, até ontem, o montante de R$ 51.777.530,27. O mês deverá f,echar com uma soma ainda um pouco melhor.
O valor está dentro da previsão, porque todo início de ano tem boa arrecadação, devendo ainda somar um montante significativo com o IPTU, cujo pagamento começa no próximo dia 10 de março. Como o pagamento à vista proporciona 15% de desconto, quem pode já paga o valor antecipado. Quem não pode, parcela em 10 vezes, onde o pagamento à vista dá 10% de desconto.
Mas, a partir de abril começa a rotina de arrecadações mais ou menos previsíveis, que exigem muito cuidado para que nada seja extrapolado e contas sejam mantidas dentro de um relativo equilíbrio.
De uma forma geral, a maior parte dos municípios está enfrentando dificuldades para manter suas contas em dia, incluindo, muitas vezes, a folha de pagamento de salários dos servidores.

No “vermelho”

No momento, os municípios brasileiros estão enfrentando uma grave crise fiscal, com mais da metade das prefeituras (54%) no "vermelho" e um déficit acumulado que atinge a casa dos bilhões. Relatos apontam que oito em cada dez municípios brasileiros apresentam problemas para pagar suas contas, sendo que tiveram sérias dificuldades para fechar o ano no "azul". 
De acordo com levantamentos, os municípios somaram um déficit de R$ 32,6 bilhões em 2024, mantendo um cenário de “pior cenário fiscal da história” em 2025, cujos números estão sendo apurados ainda.
Cerca de um terço dos municípios enfrenta atrasos no pagamento a fornecedores e riscos de não conseguir cobrir despesas básicas neste ano de 2026.
Em várias regiões, como em Ribeirão Preto, considerada muito rica, o pagamento de contas com recursos próprios está se tornando crítico ou inviável.
De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, oscilações e quedas reais no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) impactaram a receita, fruto da redução na arrecadação do IRPJ.
Contribui ainda para isso o aumento descontrolado de gastos com pessoal e custos previdenciários, que podem sugar R$ 69,9 bilhões dos municípios.
A situação continua cada vez mais preocupante, com previsões de que a crise se estenda, exigindo gestão rigorosa para evitar o colapso, especialmente em cidades de pequeno e médio porte.

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