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(*) Roberto Kawasaki
20/03/2026 - Na quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu interromper o patamar da taxa Selic de 15% ao ano, padrão que vigorava desde junho de 2025, trazendo para o nível de 14,75% ao ano. Medida era necessária, desde junho de 2025, para conter expectativas de elevação da taxa de inflação acima da meta superior tolerável de 4,5% ao ano, para a meta inferior de 1,5% ao ano e a meta ideal de 3% ao ano.
A taxa elevadíssima para a realidade da economia brasileira infelizmente se fazia crucial, em termos de política monetária, para estabilizar a taxa inflacionária anual e que estivesse contida dentro da meta inflacionária. Como a inflação brasileira oficial medida pelo IPCA do IBGE foi obtida (4,26% ao ano) dentro da meta inflacionária, apesar de que a inflação IGP-M da FGV em 2025 foi deflação de -1,05% ao ano, resultado muito mais positivo em termos de política monetária, a queda da taxa Selic era esperada por todos os agentes econômicos.
Outrossim, tínhamos dois componentes contraditórios que trazem um quadro cheio de preocupações: de um lado, a inflação dentro da meta, o crescimento do PIB de 2,3% no ano de 2025, a queda da taxa de desemprego a 5,6% da PEA, Bolsa de Valores B3 com índice histórico de mais de 161.000 pontos, dólar em queda de mais 11%, repercutiram no sentido de romper a taxa Selic de 15% ao ano, levando os mais otimistas a esperar uma taxa em abril de 14,5% ao ano. De outro lado, um cenário internacional conturbado com a manutenção da invasão da Ucrânia, os problemas entre Hamas e Israel mantidos, a guerra entre Israel, EUA e Irã como novo ingrediente nefasto, mais a guerra de Israel contra o Hesbollah/Líbano, trazem no seu contexto dificuldades maiores no comércio internacional, em termos de logística e os impactos decorrentes da menor oferta na produção de petróleo para a atender a demanda global, com aumento nos preços de derivados de petróleo, sobretudo óleo diesel, e a manutenção da taxa básica de juros dos EUA de 3,5% a 3,75% ao ano conduziam medidas por parte do Copom do Banco Central no sentido de manter a taxa Selic em 15% ao ano. Nesse quadro, nem 15% ao ano, tampouco 14,5% da taxa Selic em abril de 2026. O meio termo é convenientemente adequado. Ficando medidas mais ou menos significativas, dependendo de como a taxa inflacionária do IPCA vai ancorar: nos números positivos da economia brasileira ou no quadro internacional negativo ?
Como sempre, mas principalmente em termos de política monetária muito bem conduzida pelo Banco Central, o bom senso recomenda moderação e precaução. É ficar atento aos números mensais da economia brasileira e no acompanhamento atento do cenário internacional.
De qualquer forma, a taxa Selic de 14,75% ao ano e não mais 15% ao ano, impacta na economia brasileira, sobretudo na rolagem menos custosa dos serviços da dívida pública federal, impulso nos investimentos e estímulos no consumo, através de mais vendas a prazo, haja vista que as demais taxas de juros sofrerão queda.
(*) Roberto Kawasaki é economista
pela FEA-USP, professor da Faccat,
delegado do Conselho Regional de Economia – SP, colunista da Tupacity e do DIÁRIO
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