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(*) Roberto Kawasaki
22/05/2026 - Estamos discutindo a redução da jornada de trabalho de 6 x 1, ou seja, seis dias trabalhados por um dia de descanso, ou 44 horas de trabalho semanais para 40 horas semanais ou 5 x 2, cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.
O Congresso Nacional está debatendo essa questão, aliás, ele próprio já trabalha formalmente na jornada 5 x 2. No entanto, na prática, senadores e deputados federais trabalham na escala 3 x 4, isto é, trabalham três dias e não trabalham 4 dias. É estarrecedor: trabalham em Brasília, no Congresso Nacional, de terça a quinta e de sexta-feira a segunda-feira não estão nos seus gabinetes ou plenário da Casa Legislativa. Ou estão em trânsito, ou estão em seus redutos eleitorais.
O modelo 5 x 2 com 44 horas semanais é adotado atualmente pela China, Índia e Rússia. No outro extremo, os países nórdicos, os melhores países do mundo, trabalham na jornada de trabalho de 37 a 40 horas, quase na escala 4 x 3 dias. De fato, os países nórdicos, Dinamarca, Suécia, Noruega e Islândia, dentre eles se destaca a Islândia, já experimentam a jornada 4 x 3 dias.
Os países industrializados, como os EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, trabalham no modelo 5 x 2, que é o modelo almejado pelo Brasil.
No Brasil, na verdade, cerca de 2/3 da população economicamente ativa – PEA já trabalham na escala 5 x 2, ou seja, trabalham cinco dias e descansam dois dias. E por que se discute, então, acabar com a jornada 6 x 1 ou 44 horas de trabalho semanais ? Não seria justo estender para os demais 1/3 da PEA a jornada de 5 x 2?
O que não é justo, certo e correto é ter a imensa maioria de privilegiados que já trabalham na jornada de 5 x 2 e a minoria que trabalha na jornada 6 x 1. Mais injusto ainda é ver alguns congressistas que trabalham na jornada 3 x 4 se posicionando contra a alteração da jornada 6 x 1 para 5 x 2. É muita hipocrisia.
Enquanto tendência, vamos mirar a China, Índia e Rússia, ou vamos mirar os EUA, Japão, Alemanha, Itália, Reino Unido, França e Canadá?
Podemos ignorar os avanços tecnológicos que permitem produtividade cada vez maior e com isso, reduzir a jornada de trabalho ? Mais importante do que o número de horas trabalhadas é a produtividade por hora trabalhada. O que é crucial é o resultado da produção de trabalho, não as horas trabalhadas, haja vista que ao longo dos anos, estamos aumentando a produtividade do trabalho por hora trabalhada, pelas melhorias tecnológicas, científicas, computacionais, educacionais e culturais. Portanto, nada mais natural que se reduza a jornada de trabalho.
É justo alguns trabalharem na jornada 6 x 1 e a maioria trabalhar na jornada 5 x 2?
Chegou a hora de corrigir essa injustiça!
(*) Roberto Kawasaki é economista
pela FEA-USP, professor da Faccat, delegado do Conselho Regional de Economia – SP,
colunista da Tupacity e do DIÁRIO
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