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15/09/2026 - A Caixa concordou em reabrir as negociações com os grevistas e suspendeu as medidas de corte de benefícios. A posição do banco é uma resposta ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), que representam os trabalhadores das agências e de quatro unidades administrativas que cruzaram os braços.
A greve deve continuar enquanto não houver um acordo.
A avaliação inicial é de que a greve começou com forte adesão dos empregados. No primeiro dia, 245 das 283 agências da Caixa existentes na base da entidade ficaram fechadas, segundo os sindicalistas.
A paralisação também atingiu quatro unidades administrativas do banco na capital paulista: Sé, Brás, São Joaquim e Paulista.
Coordenadores das regionais do sindicato informaram ainda que a mobilização teve grande participação dos bancários militantes e dos delegados sindicais nas comissões de esclarecimento e plenárias organizativas.
Situação agravada
Na avaliação do sindicato, mesmo diante da força demonstrada pelos empregados, a Caixa adotou uma postura que agravou o conflito com a categoria; na sexta-feira (11), depois da rejeição da proposta apresentada pelo banco nas assembleias, a direção da empresa encaminhou às unidades um comunicado sobre a interrupção de uma série de direitos e benefí-cios que vinham sendo preservados enquanto uma nova negociação não era concluída, o que gerou apreensão e revolta nos empregados.
Para o movimento sindical, a comunicação adotada pela Caixa tem teor antissindical.
Ao anunciar a retirada de direitos justamente após uma decisão coletiva tomada pelos empregados em assembleia, o banco também cria pressão sobre a organização dos trabalhadores e sobre o próprio exercício do direito de negociação coletiva.
Os efeitos anunciados pela empresa atingem diretamente a remuneração e benefícios dos empregados. Entre eles estão a suspensão da aplicação dos reajustes salariais e dos benefícios e a ausência do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nos parâmetros apresentados na proposta rejeitada.
O comunicado também apontava o encerramento de benefícios como auxílio-refeição e auxílio-cesta-alimentação.
Diante desse cenário, o sindicato e a Contraf-CUT cobraram da Caixa a retomada das negociações e a preservação dos direitos dos empregados. Junto a isso, as entidades também defenderam separar o Saúde Caixa do ACT e conti-nuar negociando o plano.
A reabertura das negociações e a suspensão das medidas de corte dos benefícios refletem, para o sindicato e a Contraf-CUT, a força do movimento junto às entidades representativas.
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