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21/09/2026 - O mercado imobiliário na região apresentou comportamentos distintos em agosto de 2026. As vendas de imóveis residenciais usados recuaram 29,56% em relação ao mês anterior, enquanto as locações registraram crescimento de 24,86%. O resultado revela uma desaceleração nas nego-ciações de compra, depois do avanço expressivo observado em julho, ao mesmo tempo em que o mercado de aluguel voltou a apresentar maior movimentação.
A pesquisa de agosto alcançou 11 cidades e contou com a participação de 27 corretores e imobiliárias. Os municípios abrangidos são Cândido Mota, Garça, Getulina, Lins, Marília, Ourinhos, Paraguaçu Paulista, Quintana, Tarumã, Tupã e Vera Cruz, além de outras localidades da região.
Vendas recuam
A queda de 29,56% nas vendas indica uma redução no volume de negócios em comparação com julho. O resultado pode representar uma acomodação após o forte crescimento registrado no mês anterior, quando as vendas haviam avançado mais de 100%. Mesmo com a retração, o perfil das transações mostra que o financiamento habitacional continua sendo decisivo para a realização dos negó-cios.
Os imóveis entre R$ 201 mil e R$ 300 mil foram os mais negociados em agosto, correspondendo a 35,7% das vendas. Em seguida, apareceram os imóveis com valor superior a R$ 501 mil, que representaram 28,6% das transações. As unidades de até R$ 200 mil responderam por 14,3%, o mesmo percentual registrado pelos imóveis entre R$ 301 mil e R$ 400 mil. Já a faixa entre R$ 401 mil e R$ 500 mil representou 7,1% das negociações.
A distribuição demonstra que, embora o mercado continue concentrado em imóveis de padrão acessível e intermediário, houve participação relevante de propriedades de valor mais elevado. Isso pode indicar uma composição mais diversificada das vendas em agosto, ainda que o número total de negócios tenha sido inferior ao registrado em julho.
O financiamento pela Caixa Econômica Federal foi responsável por 75% das compras. As aquisições realizadas à vista representaram 12,5%, enquanto o mesmo percentual foi registrado para compras feitas diretamente com o proprietário. Não houve participação de financiamentos por outros bancos nem de consórcios.
A forte presença da Caixa confirma a importância do crédito imobiliário para o mercado regional. As condições de juros, os prazos, o valor de entrada e os critérios de aprovação continuam influenciando diretamente a capacidade de compra das famílias. Em um cenário de retração mensal, a disponibilidade de financiamento permanece essencial para evitar uma redução ainda maior nas negociações.
Casas seguem
na liderança
As casas representaram 64% das vendas, enquanto os apartamentos corresponderam a 36%. Embora as casas ainda sejam maioria, a participação dos apartamentos aumentou em relação ao levantamento de julho, indicando uma presença mais significativa desse segmento nas negociações de agosto.
Entre as casas vendidas, os imóveis de três dormitórios foram predominantes, com 66,7% das vendas. As casas de dois dormitórios representaram 33,3%, enquanto não foram registradas negociações de imóveis com até um dormitório ou com quatro dormitórios ou mais.
Esse perfil indica uma procura voltada principalmente a imóveis destinados a famílias que necessitam de mais espaço. A ausência de vendas de casas maiores, com quatro ou mais dormitórios, sugere que o mercado permanece concentrado em unidades de padrão intermediário, com equilíbrio entre área, fun-cionalidade e preço.
Entre os apartamentos, os imóveis de dois dormitórios responderam por 60% das vendas, enquanto as unidades de até um dormitório representaram 40%. Não foram registradas vendas de apartamentos com três dormitórios ou mais.
A predominância de apartamentos compactos reforça a busca por imóveis com menor custo de aquisição, manutenção e finan-ciamento. As unidades menores também podem atender tanto compradores que buscam o primeiro imóvel quanto investidores interessados em propriedades com maior facilidade de locação.
Imóveis de
médio porte
A distribuição das áreas úteis mostra que as casas vendidas em agosto se concentraram principalmente na faixa entre 51 m² e 100 m², responsável por 44,4% das transações. Os imóveis entre 101 m² e 200 m² representaram 33,3%, enquanto as casas com mais de 201 m² corresponderam a 11,1%. A mesma proporção foi registrada para as unidades de até 50 m².
Locações avançam
O mercado de locação apresentou crescimento de 24,86% em agosto, revertendo parte da retração registrada no mês anterior. A recuperação indica que a procura por imóveis para aluguel voltou a ganhar força, possivelmente impulsionada pela necessidade de moradia, pela reorganização financeira das famílias e pela preferência de parte dos consumidores por adiar a compra de um imóvel.
Todas as locações registradas foram de casas, que representaram 100% dos contratos. Não houve participação de apartamentos no levantamento de agosto. Esse resultado reforça a predominância histórica das casas no mercado regional de aluguel e pode estar relacionado à maior oferta desse tipo de imóvel, especialmente em bairros fora da região central.
Entre as casas alugadas, os imóveis de dois dormitórios responderam por 71,4% dos contratos. As casas de três dormitórios representaram 28,6%, enquanto não foram registradas locações de imóveis com até um dormitório ou com quatro dormitórios ou mais.
O predomínio das unidades de dois dormitórios demonstra uma demanda concentrada em imóveis funcio-nais e de custo mais controlado. Essas casas atendem principalmente famílias pequenas, casais e pes-soas que buscam uma opção com espaço suficiente para moradia sem assumir valores elevados de aluguel.
Valores
A faixa de aluguel entre R$ 1.001,00 e R$ 1.500,00 foi responsável por 71,4% dos contratos. Os imóveis com valores de até R$ 1.000 representaram 28,6%. Não foram registrados contratos nas faixas entre R$ 1.501,00 e R$ 2.000,00, entre R$ 2.001,00 e R$ 3.000,00 ou acima de R$ 3.001,00.
A concentração em valores até R$ 1.500,00 demonstra que o mercado locatício na região continua fortemente orientado pela capacidade de pagamento das famílias. A ausência de contratos em faixas superiores pode indicar uma procura mais restrita por imóveis de maior valor ou uma oferta menos representativa desses produtos no período pesquisado.
Casas de
médio porte
As casas alugadas com área entre 51 m² e 100 m² corresponderam a 71,4% dos contratos. As unidades entre 101 m² e 200 m² representaram 14,3%, o mesmo percentual registrado para imóveis de até 50 m². Não houve locações de casas com área superior a 201 m².
Depósito caução
O depósito caução foi a principal modalidade de garantia utilizada nas locações, com 66,7% dos contratos. O fiador respondeu por 33,3%. Não foram registrados contratos com título de capitalização, seguro-fiança ou outras modalidades.
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