"FRAGMENTOS" DA HISTÓRIA DE TUPÃ

Geral


09/06/2025 - 1. Há informações de que a Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema S.A - EEVP teria chegado em Tupã por volta de 1940.
2. Na Coleção de Monografias nº 213 da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, impressa no Serviço Gráfico do IBGE em 1º de setembro de 1959, se tem o texto de Paul Schnetzer, da Diretoria de Documentação e Divulgação do Conselho Nacional de Estatística - CNE, específica para o município de Tupã, com dados colhidos referentes aos anos de 1955 a 1957.

3.Entre as anotações veiculadas está que a energia elétrica fornecida à cidade pela Empresa de Eletricidade Vale do Paranapanema, não é produzida no município. A que beneficia os distritos de Arco-Iris e Varpa, no entanto, procede de pequena usina localizada no território municipal.  A média de consumo mensal era a seguinte: iluminação pública, 38.162 kWh; iluminação particular, 360.745 kWh; força-motriz, 6.133 kWh. A média da produção mensal (distritos de Arco-Iris e Varpa) era de 1.799 kWh.
4.Nos registros públicos consta que a partir de 1958 o sistema de iluminação pública no município de Tupã passou a ser executado pela lembrada EEVP, então componente do Grupo REDE, conforme previsto na Lei local nº 524, de 30 de junho de 1958, assinada pelo prefeito interino Jammil Assuf Dualibi [foto]. Com a vigência deste permissivo, “fica o prefeito municipal autorizado a assinar contrato com a Empresa de Eletricidade Vale do Paranapanema S.A. para o serviço de iluminação pública desta cidade e distritos, submetendo a minuta do mesmo à aprovação da Câmara Municipal”.

5.Ainda sobre estruturação do sistema de energia elétrica em Tupã, “fica criado o Serviço de Fornecimento de Energia Elétrica no Município”, estabelecia a Lei local nº 1.183, de 13 de novembro de 1964, aprovada pelo prefeito Oscar Elias Bueno, sendo que “o referido serviço terá aplicação e se estenderá a toda área em que a municipalidade tenha executado por sua conta a instalação da rede principal, em necessárias condições de procedimento da distribuição de luz e força elétricas, abrangendo não só a área distrital e rural, como, inclusive, a urbana e suburbana”. Para isso, criou-se a “Taxa de Funcionamento de Luz e Força Elétrica, destinada à manutenção, operação e custo do serviço prestado”.

6.A partir de 11 de abril de 2014, com o encerramento formal da negociação, seguiu-se  a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e a efetiva transferência do controle acionário das oito distribuidoras do Grupo REDE - dentre elas, a Empresa de Energia Elétrica Vale Paranapanema S.A. - pertencente ao empresário paulista Jorge Queiróz, para a Energisa Sul-Sudeste S.A., que anunciou a ampliação de 5 para 13 o conjunto de concessões sob seu controle, atendendo 788 municípios.
7. A previsão era a de que a sua receita anual líquida quase triplicasse, passando de R$ 2,9 bilhões para aproximadamente R$ 8 bilhões.  Desde 1905 atuando na área, a Energisa se tornou o quinto maior grupo do País, com a geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, com cerca de 6 milhões de clientes, o que abarca mais de 20 milhões de pessoas, uma fatia de 8% do mercado. À frente, a Neoenergia, Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL, Centrais Elétricas de Minas Gerais - Cemig e AES Eletropaulo.

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