Esta área é destinada para o leitor enviar as suas notícias e para que possamos inserí-las em nosso portal. Afim, da população ter informações precisas e atualizadas sobre os mais variados assunto
Envie a sua notícia por e-mail:
Últimas Notícias:
04/03/2026 - Naquela época, acredito que por volta de 1980, na confluência das ruas Joaquim Abarca e Tupinambás, aqui na Aldeia Tupã, havia dois terrenos baldios cheios de mato - nenhuma novidade até então -, com alguns formigueiros e um chão bastante irregular.
Apesar disso, no meio daquele mundaréu todo de desnível, existiam trechos de grama que pareciam feitos sob medida para o futebol. E não é que, mesmo com toda aquela irregularidade, a bola corria direitinho?
Como estávamos, naquele momento, sem um campinho fixo para brincar, alguns amigos ali da região, que já batiam bola com a gente, tiveram a ideia brilhante de limpar o terreno e montar um campinho só nosso.
A limpeza foi puxada, judiou legal da gente. Além da sujeira, que parecia sempre querer se multiplicar, ainda tínhamos que lidar com os famosos "amigos da onça": aqueles malas que não ajudavam em nada.
Os folgados não eram capazes de derramar uma gota de suor sequer para ajudar; só ficavam dando palpites furados, enchendo o saco e, com isso, atrapalhando o andamento do serviço. Uns verdadeiros morcegões, que sugavam a energia e a paciência de quem estava ali "ralando duro".
Depois de muito esforço, finalmente o campinho ficou pronto. E, como sempre acontece, não demorou para aparecer "boleiro" de todo lado querendo jogar. Naquele tempo, parecia que a molecada ouvia o barulho da bola a quilômetros de distância.
Fizemos muitos treinos bons por ali, além de vivermos algumas histórias paralelas que o futebol sempre nos traz - a grande maioria, graças a Deus, boas. Mas, infelizmente, houve também algumas que não merecem tanto destaque. Enfim, faz parte do pacote.
Uma, no entanto, vale ser contada.
Na região do campinho, as casas iam só até a Rua Joaquim Abarca. Dali em diante começava o famoso buracão da Vila Abarca. Só bem lá embaixo, do outro lado do buracão, na Rua Cezário Nogueira Cabral - já na Vila Abarca e perto do extinto Clube Marajoara -, é que as casas voltavam a aparecer.
Na prática, o buracão do Afonso XIII funcionava como um verdadeiro divisor de fronteiras entre a Vila Sapo e a Vila Abarca, já que não havia ali nenhum acesso direto - apenas trilhos improvisados, abertos pelo vai-e-vem constante de quem cortava caminho e precisava pular o córrego para ter acesso ao outro lado da cidade. Caso contrário, era necessário dar a volta pela Rua Aimorés, tornando o trajeto bem mais longo e cansativo.
Vale ressaltar que, anos depois, nesse mesmo ponto, foi construída uma ponte, e o local passou a ser conhecido como Anel Viário.
Esse buracão servia como uma espécie de escoadouro das enxurradas, razão pela qual se tornou uma imensa e assustadora cratera e, por isso, quase não havia bueiros naquela região. Mas, para o nosso azar, existia um bem ao lado do campinho. Tomávamos todo o cuidado para que, num chute mal dado, a bola não fosse parar lá dentro. Geralmente, quando havia alguém por perto "marcando toca", pedíamos para ficar de "guarda" na frente do bueiro; caso a bola caísse para lá, a pessoa rebatia, não a deixando entrar.
Só que, como na vida todo cuidado é pouco, um dia aconteceu. Um garoto, estreante no nosso campinho, conseguiu mandar a bola direto para dentro da "boca de lobo". O chute foi tão certeiro que parecia que a bola tinha sido puxada por um ímã. Nem deu tempo de reação. Para piorar, justamente naquele dia, não havia nenhum guardião do bueiro.
Na várzea, a regra é clara - jurisprudência majoritária futebolística pura: "quem chuta fora, busca". A turma, então, cobrou do pobre calouro que fosse atrás da bola. Apavorado, ele caiu no choro, dizendo que tinha medo de entrar na tubulação. A molecada não quis saber de desculpas.
Com pena dele e ansioso para que o jogo continuasse, ofereci-me para buscar a bola. Não era muito a minha praia esse tipo de caridade, ainda mais em jogo de futebol; mas, se ninguém fosse atrás dela, a partida acabaria. Afinal, só tínhamos aquela bola.
Com a adrenalina em alta e espírito de moleque arteiro, desci pela tubulação por uns bons metros. Depois de alguns minutos, encontrei sua "majestade" descansando numa poça d'água, bem no ponto em que a tubulação se conectava a outra, já perto da Rua Tocantins, uma rua abaixo do campinho. Vale lembrar que, nesse trecho da Joaquim Abarca, há uma leve descida, o que acabou impulsionando ainda mais a corrida da bola.
Ali havia uma galeria em formato de caixa, com uma escadinha e um alçapão de ferro - acesso usado para manutenção. Isso facilitou a minha saída, pois subi os lances, empurrei o alçapão e, em segundos, já estava na rua.
Não via a hora de devolver a bola e retomar a partida. Quando voltei, ainda precisei decidir se o calouro poderia continuar jogando, já que, pela lei da várzea, como ele não buscou a bola, a cruel escolha era minha.
Sempre fui defensor ferrenho dessa lei soberana, mas, naquele dia, resolvi abrir uma exceção. O jogo seguiu normalmente.
"Minhas divertidas aventuras pelo mundo do futebol de várzea, aquele que amamos chamar de 'pelada', 'rachão', 'arranca-toco', 'quebra-dedo', entre tantos outros apelidos criativos." Texto: Paulo Cesar - PC
04/03/2026 - Vivemos na era do bem-estar, em que cuidar do corpo se tornou prio[...]
04/03/2026
04/03/2026 - Quem vê o Novorizontino finalista e dono da melhor campanha do P[...]
04/03/2026
04/03/2026 - O Posto de Atendimento ao Trabalhador vai realizar no próximo dia [...]
04/03/2026
Esta área é destinada para o leitor enviar as suas notícias e para que possamos inserí-las em nosso portal. Afim, da população ter informações precisas e atualizadas sobre os mais variados assunto
Envie a sua notícia por e-mail: