POWER POINTS: As vitórias de Trump

Geral


(*) Roberto Musatti 
 
09/03/2026 - Toda guerra é lamentável. Para Israel, as guerras têm sido desde seu renascimento em 1948 uma simples questão de sobrevivência. Desde o inicio do século passado os árabes tiveram como seu principal objetivo a destruição do único lar judaico. Apesar de todas as guerras terem sido vencidas por Israel, o perigo de extinção atinge agora um tom mais alto. A cabeça desta hidra de vários tentáculos é o governo islâmico do Irã em sua busca, produção de componentes para armas nucleares. Os aiatolás e mulás são claros: querem usá-las para destruição de Israel, disse Khamenei, o líder supremo.  
As ameaças aos EUA têm sido menores - o Grande Satã como Khamenei define, causaram várias mortes de americanos em ataques terroristas desde 1979, quando assumiram o poder. Na impossibilidade de vencer militarmente Israel e os EUA militarmente,  o Irã e seu aliado, o Qatar, partiram para a dominação dos meios de comunicação e educação no mundo inteiro e formando um 'circulo de fogo' em torno de Israel através de seus apaniguados - os grupos terroristas Hamás, Hezbollah, Houties, Jihad Islâmica em Gaza, Líbano, Síria, Iraque e Iêmen - além do próprio Irã. Se o ataque de 7 de outubro tivesse sido bem executado, não se resumiria apenas ao Hamás rompendo a fronteira em Gaza, porém o açodamento de Sinwar, seu líder, pegou os demais despreparados. Restou a possibilidade nuclear que os fanáticos islâmicos do Irã aceleravam para que se tornasse uma realidade. Quando multidões de "cavalos de Troia" inseridos na Europa, Canadá, Austrália e nos campuses universitários dos EUA exclamam em manifestações de rua "Globalização da Intifada", nada mais era do que transformar o Islamismo como única religião mundial. Primeiro os judeus, depois o Cristianismo.
Não contavam com a eleição de Trump nos EUA em 24, que desbancou seus apoiadores - os Democratas de Barack Hussein Obama e sua gangue, que permitiu e financiou o programa nuclear iraniano. Este transferia boa parte desse capital aos grupos terroristas que se tornaram uma preocupação mundial. Trump deu uma guinada brutal, rearmando e modernizando as forças armadas americanas e seus aliados no Oriente Médio e na OTAN. Seu intuito era frear não apenas o Irã, mas a rápida expansão da China, enquanto a Rússia de Putin está atolada na Ucrânia. No Panamá, invocou os termos originais da devolução do Canal, que incluíam a proibição de outro país assumir seu controle. Em 30 dias os chineses foram tirados do estratégico canal que poderia ser bloqueado em caso de confronto. Fechou a fronteira com o México a seguir - que estava sendo usada para vantagens eleitorais dos Democratas e por onde a China enviava toneladas de anfetaminas responsáveis por 150 mil mortes anuais nos EUA. Derrubou Maduro na Venezuela usando a Doutrina Monroe na América Latina, enquanto tira da China aliado e fonte de petróleo barato, abaixo do preço de mercado. Restava o Irã nuclear. 
O que vemos em menos de uma semana de conflito com a Guarda  Revolucionária do aiatolá, após meses de negociações, é a eliminação do topo da administração do país e a destruição do alvo principal - as instalações nucleares do Irã, boa parte de seus milhares de misseis e drones, toda sua marinha afundada e sua aviação pulverizada. Isto possibilita aos EUA dominar os 3 possíveis pontos globais de estrangulamento marítimo - Suez, Panamá e Ormuz e a China perde sua segunda fonte de petróleo barato, além de seus investimentos em IA no Irã e na Venezuela, seus  laboratórios de pesquisas. Tudo isso será usado como dissuasão por Trump contra os chineses se decidirem invadir Taipei, enquanto estabiliza o preço do petróleo, controla a inflação. O sucesso da tecnologia militar dos EUA nos dois confrontos tornou os produtos de defesa tanto da China como da Rússia ultrapassados, perdendo assim mercados milionários que serão ocupados pelos EUA - aviões, baterias antiaéreas, misseis, drones...começando pela reposição dos estoques americanos e israelenses usados nesta guerra: mais produção para a indústria de armas, mais empregos, consumo e mais crescimento. 
A associação Mossad - CIA provou ser superior e eficiente na dissimulação de todo aparato tecnológico de defesa chinês e russo montado na Venezuela e no Irã (2 vezes). Os Silicon Valley de Israel e dos EUA são os melhores do mundo atual. Tudo isso deixa a esquerda americana (os Democratas) furiosa, pois veem suas políticas de décadas virarem pó no exterior e nos EUA. Suas gritarias contra a guerra são hoje iguais aos da oposição a Roosevelt em 1940: diziam que a guerra era uma questão europeia e não dos americanos. Agora dizem que a guerra é de Israel e não dos EUA. Veem as arvores e não a floresta. Não entendem o "Grande Quadro" da geopolítica e o apelo patriota que uma vitória desse calibre traz para a população. 
Esta é a 1ª guerra de IA do século 21, que identifica alvos com rapidez e transmite para ataque de misseis e aviões que não necessitam mais entrar em território inimigo para fazê-lo com precisão absoluta: menos mortes, perda de equipamento e danos colaterais de civis ao contrário dos misseis iranianos. Os avanços da tecnologia dos startups de Israel, mantidas em sigilo (por sobrevivência) e compartilhadas com os EUA, mostraram ser superiores aos gastos militares da ajuda americana a Israel. Hoje os EUA as divulgam para mostrar sua superioridade para seus aliados.
O sucesso nesta guerra traz o Irã de volta ao Ocidente com seu povo tendo a democracia pela qual milhares se sacrificaram, a Hidra do terror terá sido eliminada, a China contida, os EUA voltando à liderança 
 
 
(*) Roberto Musatti, economista (USP), mestre em marketing (Michigan State University),
doutor em marketing (CIBU- San Diego)

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