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(*) Adriano de Oliveira
30/03/2026 - Na adolescência, o amor costuma vir com intensidade e isso é esperado. O problema começa quando a relação vira uma prova de valor em que o adolescente passa a acreditar que só é amado se for escolhido o tempo todo, se tiver resposta imediata, se for prioridade absoluta.
Quando existe insegurança e baixa autoestima, o namoro deixa de ser um encontro e vira um termômetro emocional e a cada demora, a mente cria histórias (“vou ser trocado”, “não sou suficiente”), e a ansiedade pede uma solução rápida como cobrar, vigiar, controlar.
É nesse ponto que surgem as crises amorosas como o ciúme fora de proporção, a necessidade de confirmação constante, as discussões recorrentes, as ameaças de terminar para testar o outro, o pedido de senhas, a checagem de celular, o controle de roupas, as amizades e os horários
Por trás disso, quase nunca há “maldade”, mas muito medo. Medo de abandono, de rejeição, de não ser bom o bastante, momento em que o controle, que parece trazer segurança, na verdade gera o efeito contrário e aumenta o conflito, sufoca a relação e reforça a crença central de que “eu não sou digno de amor sem garantir tudo”.
É preciso que esse adolescente entre em um processo de reconstrução de base emocional e de gestão de risco relacional. Em vez de apenas tentar “parar de brigar”, o trabalho clínico vai ao núcleo e identifica quais crenças estão sustentando o comportamento?
Muitas vezes, a lógica interna é “se eu não controlar, eu perco” ou “se eu não for perfeito, serei abandonado”, mas quando essas crenças ficam invisíveis, elas comandam as atitudes e quando ficam nomeadas, podem ser questionadas e substituídas por pensamentos mais realistas e funcionais.
Por meio da psicoterapia, o adolescente aprende a diferenciar amor de dependência, cuidado de posse, limite de ameaça e aprende também a reconhecer o ciclo onde os gatilhos (ex.: parceiro online e não responde), geram interpretação (ex.: “não liga pra mim”), impulsionam a emoção (ansiedade/raiva) e o comportamento (cobrança, invasão, teste) leva a consequências (briga, afastamento) e reforços da insegurança (“tá vendo?”).
Com a psicoterapia é possível quebrar esse ciclo com ferramentas práticas para a regulação emocional, tolerância à frustração, comunicação assertiva e construção de acordos saudáveis.
Outro pilar é fortalecer a autoestima de um jeito sustentável, para não inflar ego e assim construir autovalor, afinal quando o adolescente aprende a se tratar com respeito, a ter vida própria, hobbies, amigos, projetos e identidade, ele reduz a necessidade de fazer do relacionamento um alicerce único.
A partir daí, o vínculo deixa de ser uma muleta e vira escolha. Com mais autonomia emocional, diminui o impulso de controlar, e cresce a capacidade de confiar, dialogar e lidar com limites sem catástrofe.
Outro ponto importante para a maturidade afetiva é aprender como pedir o que se precisa sem exigir, como lidar com ciúmes sem atacar, como negociar espaço sem interpretar como rejeição e quando necessário, envolver a família de forma estratégica, alinhando comunicação, combinados e proteção, respeitando privacidade e etapa de desenvolvimento.
Não podemos deixar de falar sobre o controle excessivo que pode originar e escalar para comportamentos abusivos, mesmo sem intenção. Por isso, a terapia ajuda a estabelecer um padrão de saúde com respeito, consentimento, limites, e segurança.
Se houver ameaças, intimidação, invasão grave, agressão ou isolamento social, é essencial buscar apoio imediato de responsáveis e, quando indicado, rede de proteção.
No decorrer do processo psicoterápico, o adolescente aprende que amor não é vigilância, mas sim, um vínculo com liberdade e responsabilidade, além de ganhar repertório para viver relacionamentos com menos crise e mais consistência, sem precisar se diminuir, se humilhar ou controlar para se sentir seguro.
Se você percebe que as crises amorosas estão drenando energia, autoestima e paz, uma avaliação psicológica pode mapear o cenário e desenhar um plano de cuidado com objetivos claros, acolhimento e estratégias aplicáveis já nas primeiras semanas.
(*) Adriano de Oliveira,
psicólogo clínico e neuropsicólogo -
CRP: 06/150383
Instagram: @psicologoadrianodeoliveira
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