Crime não compensa

Geral


(*) Roberto Kawasaki
 
22/06/2026 - Impressiona como as pessoas são desinformadas e também ousadas. Digo isso pelo fato de que, como nunca na História da humanidade, as informações estão acessíveis a todos, às autoridades muito mais detalhadas do que aos pobres mortais.
Com a internet, os dados, as fotos, vídeos, enfim, as informações são registradas, gravadas, conectadas e portanto, todas as pessoas e principalmente as pessoas públicas deveriam saber que as ações devem ser éticas, legais, morais e sobretudo honestas. Pois se forem antiéticas, ilegais, imorais ou amorais e desonestas, a Polícia Civil, Polícia Militar e a Polícia Federal devem efetivar visitas às residências de quem cometeu crimes, pontualmente às 6 horas da manhã, sempre com mandado judicial e adentrar as residências e os acusados serem perturbados, muitas vezes sem terem sequer escovado os dentes.
Receber policiais em trajes de pijama deve ser muito desagradável e ultrajante.
Essas colocações são para ilustrar aos desavisados e desinformados que o crime não compensa.
Não existe crime perfeito. Sempre as variáveis que envolvem ações criminosas, não estarão devidamente controladas, evitáveis e passíveis de correções. Há sempre o imponderável e o inesperado. Portanto, se os crimes não forem pegos no flagrante, serão talvez amanhã, ou talvez depois de amanhã, ou talvez semana que vem.
Importa dizer é que os delitos deverão ser descobertos e apurados. As investigações serão conduzidas por muitos profissionais, munidos de equipamentos eletrônicos, de gravações que ficam registradas nas plataformas, que serão acessadas pelas autoridades policiais autorizadas judicialmente. E não adianta apagar dos celulares, dos notebooks, dos desktops, pois os registros estarão nas plataformas, na nuvem dos Google da vida.
É, caros leitores e leitoras, se antes as investigações tinham as dificuldades de outras épocas, nos tempos atuais, a internet, as câmeras, os celulares, os whatsapp, instagram, facebook, telegram, e outras plataformas, possibilitam acessos às provas dos crimes. Quando não, os próprios criminosos cometem as grotescas e ingênuas atitudes de postar nessas redes sociais... Promovem provas materiais de seus crimes às autoridades policiais...
Esse contexto é para ilustrar as estapafúrdias ações criminosas cometidas pelo Vorcaro, Cláudio Castro, Ibanhez Rocha, Ciro Nogueira, Hugo Motta, Davi Alcolumbr e, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, e outros menos famosos, todos envolvidos até o pescoço no caso Banco Master. E agora, a Polícia Federal pegou o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia. O maior crime financeiro cometido contra a economia brasileira, utilizando dinheiro público.
É a terceira vez que escrevo sobre o caso do Banco Master. Pelo que vejo, não será a última. O caso do Banco Master não acaba, ou parece não ter fim.
Aproveitando o clima de Copa do Mundo, impressiona observar que jogadores cometem penalidades e depois culpam o juiz, auxiliado pelo VAR, pelos bandeirinhas, por terem marcado as cobranças de pênaltis. Se esquecem de que o juiz não cometeu pênalti; quem cometeu as penalidades chega a alegar perseguição... 

(*) Roberto Kawasaki é economista 
pela FEA-USP, professor da Faccat, delegado do Conselho Regional de Economia – SP, 
colunista da Tupacity e do DIARIO

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