Santa Casa: Hospital ainda aguarda verba para o aparelho de ressonância

Geral


25/06/2026 - Uma promessa que já vem de muitos anos, mas que enfrentou sérios problemas. O governo estadual prometeu e repassou R$ 6 milhões para a prefeitura, que deveria fazer a reforma do laboratório de análises e compra e instalação do aparelho de ressonância magnética.

No último dia do mês de dezembro de 2024, a gestão anterior fez a publicação da Lei nº 5.313, autorizando o município a firmar convênio com a Santa Casa para a reforma do laboratório de análises clínicas e aquisição do equipamento de ressonância magnética, além das obras de adaptação para a instalação do equipamento, no valor de até R$ 6 milhões.
O dinheiro tinha sido prometido em fevereiro de 2024, mas foi creditado em 4 de julho do mesmo ano, na conta da prefeitura, pelo governo estadual, no total de R$ 6 milhões, mas nenhuma medida efetiva foi tomada pelo governo anterior para a execução do projeto em favor da população. Mesmo assim, a lei foi publicada no dia 31 de dezembro de 2024, no último dia do mandato, definindo o repasse de uma verba que já não existia.
A lei existe, mas o dinheiro sumiu e a obra foi suspensa. Sabendo disso, o prefeito Renan Pontelli se empenhou e conseguiu nova promessa do governador Tarcísio de Freitas, que prometeu a liberação de nova verba, agora de R$ 5,5 milhões, com o mesmo objetivo. Mas o dinheiro até agora ainda não foi liberado.
Novamente, se o dinheiro for liberado e quando isso acontecer, o valor deverá ser utilizado para pagamento das despesas relacionadas à reforma do laboratório, à aquisição do equipamento de ressonância magnética, à instalação, ao treinamento de pessoal, à manutenção inicial e a qualquer outra necessidade direta para a operacionalização do equipamento.
Não se sabe hoje qual seria o custo para cumprimento de todas as medidas para colocar o equipamento em funcionamento. Isso porque a lei fixou que ficará a cargo da Santa Casa a contrapartida de valores necessários para cumprimento do objeto do convênio previsto na lei, não se podendo avaliar hoje quanto seria esse valor. Ao mesmo tempo, a Santa Casa opera hoje com atendimento no limite, tanto em termos de internações como no pronto-socorro, acumulando um déficit preocupante. Mesmo com a aprovação de repasse de subvenção recentemente pela Câmara Municipal, por parte da prefeitura, da ordem de R$ 2.592.000,00, para custear o pronto-socorro.

Conseguir um equilíbrio entre os custos de manutenção hospitalar e a tabela do SUS, mesmo com as subvenções contínuas e programas de incentivo estaduais, como é o caso do SUS Paulista, tem sido difícil por causa dos altos custos, que crescem a cada dia. Mesmo assim, o hospital vem mantendo a excelência dos serviços não só aos tupãenses como aos moradores da região.

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