‘Caso Milena’: Marcelo vai a júri popular no próximo dia 10 de dezembro

Geral


24/09/2026 - O Tribunal de Justiça de São Paulo definiu o julgamento de Marcelo Dantes Bereta Nistarda, hoje com 51 anos, réu confesso do assassinato da esposa Milena Dantas Bereta Nistarda, que na época tinha 53 anos, na casa onde moravam, nos altos da Vila Abarca.
O Tribunal do Júri foi marcado para o próximo dia 10 de dezembro, às 9 horas, conforme decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, de 22 de setembro, que analisou que o processo encontra-se em condições de prosseguimento.
A decisão também registra a homologação do laudo pericial produzido no incidente de insanidade mental e determina outras providências para a realização da sessão. O laudo concluiu que o acusado estava em plenas condições de saber sobre os atos que estava praticando.

Acesso restrito

Pela grande repercussão que o julgamento com certeza terá, considerando o choque que causou na população da cidade e da região, a juíza da  1ª Vara Criminal da Comarca de Tupã, Lívia Maria Macagnan Ciciliati, emitiu comunicado informando que, “em razão do segredo de justiça decretado nos autos do processo que será julgado no próximo dia 10 de dezembro de 2026, e com o objetivo de evitar a revitimização da ofendida, a sessão do Tribunal do Júri será realizada de forma restrita, com acesso controlado ao público”.
Dessa forma, a juíza determinou que o ingresso no Salão do Júri será permitido exclusivamente às seguintes pessoas:
- até 6 (seis) familiares da vítima, previamente identificados;
-  até 6 (seis) familiares do réu, previamente identificados;
- até 5 (cinco) representantes da OAB local, com preferência para membros da Comissão da Mulher Advogada da 34ª Subsecção da OAB;
- 1 (um) representante por órgão de imprensa, previamente cadastrado junto à Diretoria de Serviço de Administração Geral (Secretaria) do Fórum da Comarca de Tupã.
A juíza esclareceu que o cadastramento prévio dos interessados deverá ser realizado junto à Diretoria de Serviço de Administração Geral (Secretaria) do Fórum da Comarca de Tupã, até o dia 01/12/2026.

Não será permitida qualquer forma de filmagem ou gravação no interior do Salão do Júri, inclusive por parte dos representantes da imprensa.
Não será permitido o ingresso no Salão do Júri de servidores ou colaboradores, exceto daqueles que estiverem efetivamente trabalhando na sessão.
“Contamos com a compreensão e a colaboração de todos para garantir o respeito à dignidade das partes envolvidas e o adequado andamento dos trabalhos judiciais”, finalizou a juíza.

Um crime bárbaro

O crime aconteceu em 26 de fevereiro de 2024, com Marcelo Nistarda Antoniassi matando sua esposa Milena Nistarda, a golpes de faca, sendo que logo em seguida ela teve o coração e outras vísceras arrancados dentro da própria casa.
Quatro horas antes do crime, Milena foi a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência contra o marido por violência doméstica, psicológica e por descobrir que ele rastreava o celular dela. Ela pediu uma medida protetiva, e acabou retornando para casa.

Ao saber da denúncia, Marcelo arrombou o portão da residência com o carro, invadiu o imóvel, procurou e localizou a esposa, que tinha se escondido em um cômodo nos fundos, a atacou e a matou.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou o suspeito ainda no local, sujo de sangue e com a faca nas mãos. Ele resistiu inicialmente, depois se entregou e pediu para ser morto pelos policiais.
Marcelo teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi indiciado por feminicídio qualificado e violência doméstica, aguardando o julgamento. Ele ainda tentou, por meio de sua defesa, alegar insanidade mental, mas um exame com especialistas concluiu que ele sabia o que estava fazendo.

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