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26/10/2026 - No Estado de São Paulo, o período de defeso da piracema 2026/2027 acontece de 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027. Os pescadores de Tupã e da região devem ficar atentos às restrições para a prática.
Na verdade, a Polícia Militar Ambiental iniciou a Operação Piracema 2026/27 no último dia 16 de outubro, para combater a pesca predatória e fiscalizar a região. A operação é dividida em três fases:
- 1ª pré-piracema: até o próximo dia 31 de outubro, com foco em orientação, monitoramento e fiscalização de locais com histórico de pesca ilegal e comércios de pescado.
- 2ª período de defeso (piracema): de 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, com proibição da pesca de espécies nativas nas principais ba-cias hidrográficas paulistas, como a bacia do rio Paraná e do Atlântico Sudeste.
- 3ª pós-piracema: de 1º a 26 de março de 2027.
Regras e
Penalidades
Durante o período da piracema fica proibida a pesca de espécies nativas. No caso de flagrante, a pesca irregular configura crime ambiental, com pena de 1 a 3 anos de detenção e apreensão de equipamentos. As multas administrativas va-riam de R$ 700,00 a R$ 100.000,00, somando R$ 20,00 por quilo de pescado ilegal.
Pré-piracema
Na semana passada, a Polícia Militar Ambiental autuou sete pessoas e fiscalizou diversos pontos do rio Aguapeí durante a operação pré-piracema, realizada nos municípios de Junqueirópolis e Lucélia. A iniciativa visou coibir a pesca ilegal e predatória antes do início do período de defeso da fauna aquática na região, no próximo domingo, resultando na apreensão de quase 30 quilos de pescado irregular, barcos e apetrechos proibidos.
Na primeira ação, durante policiamento náutico, em Junqueirópolis a equipe abordou dois homens, de 72 e 44 anos, praticando pesca profissional com espinhel. Na embarcação foram apreendidos 50 metros de cabo de nylon, 15 cabos com anzóis, 20 tuviras vivas, além de um barco de alumínio, motor de popa e tanque de combustível.
Já em Lucélia as equipes flagraram quatro homens, com idades entre 26 e 34 anos, pescando com varas nas corredeiras da cachoei-ra Salto Botelho, local onde a atividade é permanentemente proibida. O grupo foi abordado, teve o equipamento apreendido e recebeu quatro autos de infração ambiental em modalidade de advertência.
A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Polícia Civil de Lucélia. No mesmo trecho do rio, os policiais ainda recolheram duas redes de pesca e quatro anzóis de galho armados clandestinamente no leito do rio, sem que os responsáveis fossem identificados.
Ainda em Lucélia, em atendimento a uma denúncia sobre comercialização de peixes abaixo do tamanho permitido, a fiscalização inspecionou um bar no bairro Recreio das Flores, próximo à cachoeira Salto Botelho. No local, o proprietário, de 46 anos, mantinha em dois freezers oito exemplares de pintado (25,44 quilos) e dois de dourado (4,40 quilos), todos com dimensões inferiores às exigidas por lei.
O responsável foi autua-do em R$ 1.596,80 por armazenar e comercializar pescado oriundo de pesca proibida. O material apreendido foi doado ao Lar São Vicente de Paulo e a notícia-crime será formalizada à Polícia Judiciária para apuração de responsabilidade penal do comerciante.
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