Remédio proibido: Esquema de venda é alvo de operação e tem prisões em Tupã e Herculândia

Policial


30/03/2026 - A Polícia Civil de Tupã realizou na manhã de sexta-feira a operação “Dose Proibida”, em um trabalho que mobilizou equipes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e diversas unidades ligadas à Delegacia Seccional de Polícia de Tupã.

O objetivo da mobilização policial foi cumprir mandados de busca e apreensão ligados a uma investigação que apura a comercialização irregular de medicamentos de uso controlado, em especial remédios anunciados como TG, Lipoless, Tirzec e outros compostos de suposta finalidade estética.
Os trabalhos de buscas se realizaram de forma simultânea nas cidades de Tupã e Herculândia, resultando na prisão em flagrante de três mulheres, uma de 44 anos, outra de 29 e a terceira, de 49 anos, que também armazenava produtos de forma irregular.

Durante as buscas, os policiais localizaram seringas preparadas para aplicação dos medicamentos (20 unidades), frascos dos produtos TG, alguns lacrados e outros parcialmente consumidos, caixas e frascos de Lipoless, Tirzec e substâncias correlatas, canetas medicinais Alluvi Glow, armazenadas de forma imprópria em meio a alimentos refrigerados, cadernos com anotações de vendas, indicando movimentação financeira e repasse de produtos, dinheiro, aparelhos celulares utilizados nas negociações e caixas vazias de medicamentos proibidos, sugerindo alto volume de negociação.
A operação “Dose Proibida” é fruto de um trabalho de investigação meticuloso, conduzido há semanas pela Dise com o apoio da DIG, que identificou um esquema estruturado de transporte, armazenamento e oferta desses medicamentos, sem qualquer registro na Anvisa, o que configura crime previsto no artigo 273 do Código Penal.
De acordo com a legislação vigente, medicamentos desse tipo são proibidos de comercialização no Brasil. Além de não possuírem registro, muitos são conhecidos por entrarem no País por meios clandestinos, sem controle de qualidade, o que representa um grande risco para a saúde de quem vier a usar.

As apreensões reforçam que o material estava sendo comprado, armazenado e vendido de forma incompatível com as normas sanitárias, incluindo acondi-cionamento inadequado, ampliando os riscos para os consumidores.
A apreensão de mais produtos e objetos ligados ao comércio ilegal indica que o esquema pode ter ramificações ainda não mapeadas. Com isso, novas ações poderão ser desencadeadas.

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