Júri condena homem por morte e ocultação de cadáver de trans

Policial


05/10/2026 - O Tribunal do Júri de Marília condenou, em sessão realizada na quinta-feira (1º), o lutador Leonardo Cafer Júnior a uma pena total de 23 anos de reclusão pelo assassinato e pela ocultação do cadáver da transexual tupãense Marcelle Brandino. Os jurados acolheram integralmente a acusação apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), fixando em 22 anos de prisão pelo homicídio qualificado e um ano pelo crime de ocultação de cadáver.
O julgamento, realizado no plenário do Fórum de Marília, colocou fim à espera de quase sete anos por uma decisão judicial definitiva de primeira instância sobre o caso que chocou a região no fim de 2019.

De acordo com a denúncia do MP-SP, formalizada pela 11ª Promotoria de Justiça, o crime ocorreu entre 16h10 min e 17 horas do dia 9 de dezembro de 2019, nas dependências de um motel, situado às margens da Rodovia "Comandante João Ribeiro de Barros", a SP-294, em Vera Cruz.
As apurações apontaram que Leonardo e a vítima combinaram um programa sexual por meio de um aplicativo de mensagens e agendaram o encontro no motel. O réu chegou ao local em um automóvel e entrou no quarto. Pouco tempo depois, Marcelle chegou ao estabelecimento conduzindo um veículo e dirigiu-se à mesma acomodação.
No apartamento, os dois se desentenderam. Na ocasião, o acusado - com porte físico avantajado e praticante de jiu-jitsu - aplicou na vítima um golpe de estrangulamento, causando a morte por asfixia mecânica e estrangulamento antibronquial, conforme laudo necroscópico anexado aos autos. 

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