PIB desacelera, mas cresce 0,5% no segundo trimestre, puxado pela agropecuária, diz IBGE

Economia


02/09/2026 - O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,4 trilhões no período.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB cresceu 2%.
O resultado do trimestre foi puxado principalmente pela Agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Entre os demais grandes setores, os Serviços cresceram 0,2% e a Indústria, 0,1%.
"O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado", afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. Já o consumo das famílias caiu 0,4%, enquanto as exportações recuaram 0,8% e as importações subiram 1,8%.
Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026: Serviços: 0,2%; Indústria: 0,1%; Agropecuária: 2,8%; Consumo das famílias: -0,4%; Consumo do governo: 0,4%; Investimentos: 1,2%; Exportações: -0,8%; Importação: 1,8%

Agropecuária 
é destaque
A Agropecuária foi o setor que mais avançou no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor cresceu 6,8%, favorecido pelo bom desempenho da pecuária e de culturas agrícolas que tiveram aumento na estimativa de produção e ganhos de produtividade.
Entre os destaques das lavouras, estão: soja: +5,3%; café: +15,1%; arroz: -11,3%; algodão: -7%; milho: estabilidade na produção.
"Teria que fazer o ajuste sazonal para todas as lavouras para poder dizer com certeza quais culturas puxaram o crescimento no trimestre", diz Moraes.

Consumo das 
famílias cai no 
trimestre
O consumo das famílias caiu na comparação com os três primeiros meses do ano. Ainda assim, na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,5%.
O resultado chama atenção diante do avanço da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas no período. Segundo Moraes, porém, não é possível estabelecer uma relação direta entre o aumento da renda e do crédito e o comportamento do consumo.
"A gente não deve fazer uma associação direta entre o aumento da massa de salários e o aumento do consumo na mesma medida. Não quero especular sobre os motivos. Com as informações que temos, não dá para saber se isso é efeito dos juros, do câmbio ou de outros fatores", afirmou.

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