Justiça condena gerentes de banco por estelionato após golpe de R$ 1,3 milhão contra médica de Rio P

Policial


28/08/2026 - Quatro integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela Justiça de São José do Rio Preto por estelionato e participação em grupo criminoso após aplicarem um golpe de R$ 1,37 milhão contra uma médica moradora da cidade.

Entre os condenados estão dois gerentes de banco, que foram acusados de facilitar a movimentação do dinheiro desviado e de receber propina para liberar as transações. 
Conforme a sentença da 4ª Vara Criminal da Comarca, os réus receberam penas individuais de oito anos e dois meses de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa pelos crimes de estelionato eletrônico e organização criminosa.
A Justiça também determinou o pagamento de R$ 1,27 milhão como valor mínimo para a reparação dos danos à instituição financeira lesada. A prisão dos condenados foi realizada durante uma operação da Polícia Civil de Rio Preto em abril de 2025.

À época, foram apreendidos celulares, computadores, cartões, documentos, veículos (muitos deles de luxo), além da realização de bloqueios e sequestros de bens. Segundo as investigações do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) em São José do Rio Preto foram 21 mil registros de golpes.

Entenda o golpe
As investigações apontam que o crime ocorreu em 28 de agosto de 2024. Conforme a corporação, a vítima recebeu a ligação de golpistas que se passaram por funcionários de uma instituição financeira.
Com a falsa justificativa de que a Polícia Federal realizava uma operação para apurar uma invasão hacker em suas contas, os criminosos convenceram a médica a realizar transferências de “proteção” que somaram R$ 1,37 milhão.
Durante a ação, quando a vítima avisou aos suspeitos que a bateria de seu celular estava no fim, os golpistas compraram e enviaram um carregador ao hospital onde ela trabalhava para mantê-la na linha até a conclusão das transações.
O avanço do trabalho investigativo revelou a participação direta dos gerentes bancários no esquema. Segundo a decisão judicial, eles mantinham relacionamento contínuo com a quadrilha e atuavam liberando rapidamente as operações financeiras.
Pela facilitação das transações no caso da médica, a dupla recebeu R$ 100 mil em propina. O valor foi depositado em uma conta indicada por um dos gerentes.

Perícias nos celulares dos envolvidos demonstraram que o grupo operava em larga escala e já havia obtido mais de 50 CNPJs de empresas de fachada para pulverizar os valores roubados em diversos golpes, dificultando o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.

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